Governo de capachos: céu é o limite para “relações” com os EUA

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Durante reunião nos EUA, com a participação de empresários norte-americanos, o futuro chanceler do governo golpista de Jair Bolsonaro, Ernesto Araújo, afirmou que após a eleição fraudada do candidato da extrema-direita, o “céu é o limite” para as relações econômicas entre Brasil e os EUA. Durante o encontro, os norte-americanos defenderam a eliminação das barreiras comercias no que foram prontamente atendidos pelo chanceler golpista, que defendeu mudanças nos acordos envolvendo as relações internacionais com os EUA.

O futuro chanceler de Bolsonaro tem em seu currículo uma série de atividades em solo norte-americano. Em 2016, por exemplo, assumiu a direção do Departamento dos Estados Unidos, do Canadá e Assuntos Interamericanos no Itamaraty. Ernesto Araújo é um admirador declarado de Donald Trump, tendo elaborado um artigo elogiando a política externa do atual presidente dos EUA. Sua indicação ao governo ocorreu por meio do guru coxinha de Bolsonaro, Olavo de Carvalho, que teria recomendado o nome de Edson Araújo.

A declaração do futuro chanceler de Bolsonaro apenas reforça o caráter verdadeiramente vendido e submisso aos interesses do imperialismo norte-americano do próximo governo golpista. Nas últimas semanas, Bolsonaro e sua corja deram inúmeras demonstrações de que o tão propagado patriotismo da extrema-direita, não passa de uma farsa, uma demagogia barata para tentar ludibriar a população. O tão patriota Bolsonaro lambeu as botas do EUA após bater continência para a bandeira dos Estados Unidos e para o acessor do presidente Donald Trump. Seu filho, Eduardo Bolsonaro, demonstrando ser um pau mandado dos EUA, também teceu elogios a Trump, posando para foto na imprensa com um boné de campanha da reeleição de Trump.

Ao comemorar a submissão do Brasil aos interesses do imperialismo, Edson Araújo, segue a linha de seus chefes políticos, todos funcionários dos EUA. O patriotismo desaparece completamente frente à necessidade defender os interesses dos grandes monopólios empresarias estrangeiros, ou seja, a política predatória neoliberal contra as riquezas e à economia brasileira.

A única saída contra essa política de assalto ao país é a mobilização popular contra o golpe. É necessário organizá-la por meio dos comitês de luta contra o golpe, defender o Fora Bolsonaro e todos os golpistas!