Frente ampla
A substituição do trem do Subúrbio Ferroviário pelo Veículo Leve de Transporte (VLT) será marcada pelo aumento no custo desse modal para os passageiros
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Um carro de uma linha de trem | Foto: Reprodução
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Um carro de uma linha de trem | Foto: Reprodução

A substituição do trem do Subúrbio Ferroviário pelo Veículo Leve de Transporte (VLT) será marcada pelo aumento no custo desse modal para os passageiros. Dos atuais R$ 0,50 pagos no percurso entre a Calçada e Paripe, valor vigente desde 2002, a passagem passará a custar R$ 3,90, segundo o secretário de Desenvolvimento Urbano do Estado, Nelson Pelegrino, da Bahia. O aumento é de quase oito vezes na comparação com o montante cobrado atualmente.

Para justificar esse aumento, Pelegrino afirma que a tarifa atual é simbólica, mas conseguia ser mantida por subsídios do Estado e devido à precariedade dos trens.

Os novos valores para o VLT ainda não foram normatizados, mas devem seguir a tabela do metrô – R$ 3,90 para a viagem apenas no modal e R$ 4,20 para a passagem com integração com outros meios de transporte. Apesar do aumento, o secretário ressalta que estes valores também são subsidiados.

“A tarifa integrada no metrô custa algo em torno de R$ 6,40 para o governo. Esse valor de R$ 4,20 é subsidiado. No caso do VLT, a população poderá se beneficiar desse subsídio com a oportunidade de pegar o monotrilho, o metrô e o ônibus”, afirma Pelegrino.

Morador do Subúrbio Ferroviário e líder comunitário, Eugênio Santos, 44 anos, diz que alguns passageiros que utilizam o trem do subúrbio não poderão pagar mais que R$ 0,50, o que torna o aumento excludente para a população de baixa renda.

Eugênio faz um contraponto ao analisar os impactos da integração do monotrilho: “a integração vai depender do caminho que a pessoa vai fazer. Para algumas pessoas deve melhorar, mas temos que ver onde vai ter estação para integração e analisar isso quando o VLT estiver funcionando. Até porque tivemos uma redução das linhas de ônibus aqui na região”.

Rui Costa vem sendo conhecido entre a esquerda como um governador que aplica uma política e medidas que deixariam qualquer governo de direita com inveja.

Escolas militarizadas, privatizações, arrocho salarial e a mais atual, a reforma da previdência (PEC159/20), com a utilização da tropa de choque dentro da Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA) são exemplos dessa política de aproximação com a direita carlista e de ex-carlistas da Bahia.

O que chama a atenção no governo de frente popular realizado pelo PT na Bahia é que Rui Costa é um elemento muito direitista que se estivesse em um partido ou trocasse o PT por um partido liberal não seria notada muita diferença e passaria despercebido, ao contrário de outros governos encabeçados pelo PT, como Fátima Bezerra que governa o Rio Grande do Norte, que o governo possui as mesmas características de frente popular, mas é um elemento mais esquerdista.

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