Precarização da educação
Para agradar aos capitalistas do setor da educação, governos pós-golpe de 2016 vêm impulsionando a educação a distância.
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Temer em evento comemorativo aos 10 anos do ensino do Programa EAD – Fundação Ulysses Guimarães. | Foto: Marcos Corrêa/PR/Fotos Públicas.

No último dia 27, foi “comemorada” uma data um tanto quanto inusitada, o Dia Nacional de Educação a Distância. Instituída em 2018, pelo presidente golpista Michel Temer, a data funciona como um instrumento de propaganda dessa modalidade de ensino.

Neste ano de 2020, marcado pela pandemia de Covid-19, o governo do ilegítimo presidente Jair Bolsonaro teve uma ótima oportunidade para impulsionar o ensino a distância (EaD). A modalidade é uma das meninas dos olhos do setor privado da educação.

Apresentada como “inovadora” e até “democrática”, por que então esse capitalismo parasitário gosta tanto da EaD? Obviamente, ela não é nem inovadora e muito menos democrática. A primeira experiência registrada de um curso a distância remonta ao Século XVIII, um curso de taquigrafia por correio.

Essa modalidade de ensino, como não poderia deixar de ser, foi sendo adaptada a cada novo recurso tecnológico, como o rádio, a televisão e mais recentemente a internet. Funciona, relativamente bem, como um quebra-galho, mas nunca chegou a competir em qualidade com a educação presencial. Justamente porque não dá conta dos aspectos afetivos do processo de aprendizagem e não proporciona o mesmo grau de interação entre professores e estudantes, nem entre os diferentes estudantes.

Ao contrário de ser uma ferramenta inovadora, restringe a atividade intelectual a um mero repasse de conteúdos. As pedagogias mais modernas, por outro lado, veem destacando a importância do papel mais ativo do estudante no processo educacional. A educação escolar e acadêmica é muito mais rica quando o estudante consegue desenvolver seu senso crítico e sua capacidade de análise em relação aos conteúdos apresentados, não sendo apenas um reprodutor desses conteúdos.

Por outro lado, nada que apontasse em direção a uma suposta democratização despertaria tanto entusiasmo dos capitalistas. A falta de acesso à internet e aos equipamentos eletrônicos, ou ainda o acesso precário, por parte da maioria da população ficou em evidência durante a pandemia.

O que realmente interessa para os capitalistas da educação é o baixo custo que eles têm com a EaD. Sem manter uma estrutura física, diversos postos de trabalho simplesmente desaparecem junto com os setores de limpeza, alimentação e vigilância, por exemplo.

Uma forma de reduzir o número de professores e salários 

Os Professores se tornam menos numerosos e abrem espaço para a figura do “tutor de EaD”. Um produz o conteúdo, grava uma aula, etc. O outro é o responsável pela interação com os estudantes. Por não exigir a mesma formação de um professor, o tutor recebe salário bastante inferior.

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