Um roubo descarado
Avaliado em mais de 1 bilhão de dólares, o ouro venezuelano se encontra depositados nos cofres do Banco da Inglaterra em Londres.
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Barras de ouro venezuelanas confiscadas pela Inglaterra | Reprodução
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Barras de ouro venezuelanas confiscadas pela Inglaterra | Reprodução

De terça (22) a quinta-feira (24), o recurso da Venezuela após a decisão do Supremo Tribunal Britânico que negou ao país o acesso a 31 toneladas de seu ouro, será avaliado pelo Tribunal de Recursos do Reino Unido. Avaliado em mais de 1 bilhão de dólares, o ouro venezuelano se encontra depositados nos cofres do Banco da Inglaterra em Londres.

O caso veio à tona logo após a Justiça britânica ter confirmado que a Inglaterra reconhecera como chefe do Governo venezuelano o deputado golpista Juan Guaidó, autoproclamado “presidente interino da Venezuela” em janeiro de 2019, ignorando o resultado das eleições que deram à Nicolás Maduro o poder do executivo. Segundo os advogados do Banco Central da Venezuela (BCV), o julgamento do recurso visa determinar se o Banco da Inglaterra reconhecerá o Estado venezuelano ou o “governo paralelo” de Guaidó como dono do ouro.

Vale destacar que, em maio passado, o BCV ajuizou ação contra o banco londrino para obter o que – de fato – é seu, e vender parte de seu ouro para repassar os recursos ao Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, o que permitiria a aquisição de alimentos e medicamentos necessários ao combate da pandemia do coronavírus.

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