Privatização
Na noite do dia 14 de setembro, a Petrobras anunciou redução de investimentos para os anos de 2021 a 2025 de US$64 bilhões americanos para algo entre US$40 e US$50 bilhões
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Empresa segue sendo desmontada para privatização | Foto: REUTERS/Sergio Moraes

Na noite desta segunda-feira dia 14 de setembro, a Petrobras anunciou que iria reduzir a previsão de investimentos para os anos de 2021 a 2025 de 64 bilhões de dólares americanos para algo entre 40 e 50 bilhões de dólares. O anúncio vai contra o Plano Estratégico de 2020 a 2024 da empresa estatal.

A direção da empresa diz que eles estão fazendo uma revisão da carteira de investimentos e portfólio. Segundo a Petrobras: “Os investimentos nesses ativos de classe mundial, nos quais somos o dono natural, estão em linha com nossos pilares estratégicos, sendo resilientes a preços mais baixos de óleo”.

A empresa ainda afirma está trazendo o seu foco de investimento para os campos do pós-sal Marlim, Marlim Sul, Marlim Leste, Roncador,  Tartaruga Verde e Barracuda. Entre o pré-sal, além de Búzios, estão Tupi, Jubarte, Sépia, Atapu, Mero, Sapinhoá, Itaipu e Berbigão.

Entretanto o que números indicam com o desinvestimento de até 24 bilhões de dólares, bem como as 29 operações de venda de ativos concluídas e outras 40 operações de venda de ativos em negociação no momento, é que a empresa está sendo desmontada e seu patrimônio dilapidado cara o capital privado.

Chama atenção que segundo o Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis Zé Eduardo Dutra (Ineep) nas 29 operações concluídas a maioria foram vendidas para empresas internacionais ou com aporte de capital estrangeiro. Fica evidente uma clara entregar da empresa ao capital estrangeiro.

A transferência para o capital estrangeiro foi maior nas aquisições de campos e blocos offshore e de ativos de transporte de gás, justamente os setores que têm carga tributária menor e recebem maior incentivos.

No “upstream”, categoria com atividades de busca, identificação e localização das fontes de óleo, e ainda o transporte deste óleo, foi onde ocorreu a transação com maior montante que foi a venda da participação de 25% da Petrobras no campo de Roncador, na Bacia de Campos, para a norueguesa Equinor, por US$2,9 bilhões. A Equinor ainda adquiriu por US$2,5 bilhões o bloco BM-S-8, no campo de Bacalhau em Santos. A também norueguesa  BW Offshore comprou por US$90 milhões o percentual de 70% da participação da Petrobras no campo de Maromba, na Bacia de Santos. 

Os campos de Pampo e Enchova, em Campos foram vendidos a inglesa Trident Energy adquiriu, por US$1,5 bilhão. Também na bacia de Campus a franco-saxã Perenco comprou o Polo Pargo por US$398 milhões

Houve também a venda por US$1,1 bilhão do campo de Lapa a francesa Total, que  se tornou a primeira operadora estrangeira de um campo no pré-sal da Bacia de Santos. Estavam incluso na aquisição da área de Iara, onde está o campo de Atapu que acabou de iniciar sua produção. A malaia Petronas, adquiriu 50% do campo de Tartaruga e do Módulo III de Espadarte, na Bacia de Campos, por US$1,3 bilhão. 

Às únicas empresa brasileiras que adquiriram ativos offshore da Petrobras foram a PetroRio e a Ouro Preto Óleo e Gás, compraram, respectivamente, o quinhão estatal nos campos de Frade em Campos, por US$100 milhões, e dos campos de Pescada, Arabaiana e Dentão, na Bacia Potiguar, por US$1,5 milhão. 

Os dados demonstram que a Petrobras está sendo desmontada pelo governo Bolsonaro principalmente para atender os interesses do capital estrangeiro. O congelamento de investimentos liquidam aos poucos a estatal. Nesse processo, fica claro que os golpistas são verdadeiros infiltrados, inimigos da estatal e da população brasileira.

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