Fora Bolsonaro
Bolsonaro está preparando mais um ataque aos trabalhadores: a reforma administrativa, que propõe o alinhamento dos salários do setor público aos da iniciativa privada.
(Brasília - DF, 17/09/2019) Presidente da República, Jair Bolsonaro durante a solenidade de sanção da Lei 3715/19, que altera o estatuto do desarmamento.rFoto: Marcos Corrêa/PR
Presidente ilegítimo Jair Bolsonaro. Foto: Marcos Corrêa |

O governo Bolsonaro, imposto pela burguesia por meio de uma fraude eleitoral para travar uma guerra contra toda a população, está preparando mais um ataque profundo aos direitos dos trabalhadores. A chamada reforma administrativa, que está sendo apresentada como uma prioridade do governo para reestruturar as carreiras do funcionalismo federal e estabelecer novas regras para a contratação, a promoção e o desligamento de servidores, está prestes a ser lançada pela direita golpista.

A reforma administrativa, assim como a reforma da Previdência, traz uma série de de medidas que visam roubar ainda mais os trabalhadores e aumentar os lucros dos capitalistas. Dentre elas, estão a extinção da estabilidade dos novos funcionários em certas carreiras e cargos e o alinhamento dos salários do setor público aos da iniciativa privada. Além disso, o governo poderá propor a regulamentação da lei de greve para o funcionalismo e a implantação de um novo Código de Conduta, mais rigoroso que o atual.

A extinção da estabilidade é um dos planos da direita desde que deu o golpe de Estado de 2016. Se for aprovada, os servidores públicos perderão sua estabilidade e, desse modo, poderão ser demitidos a qualquer momento, sem sequer ter a causa justificada. Com isso, ficará o emprego e até mesmo a aposentadoria de nenhum servidor estará garantida.

O alinhamento de salários entre os servidores federais e os trabalhadores da rede privada, por sua vez, é outra iniciativa da direita golpista para diminuir o salário dos funcionários públicos. Se posto em prática o alinhamento, o salário dos servidores deixará de ser regulado por lei e passará a ser igualado ao salário dos trabalhadores da rede privada, que é determinado pelos acordos impostos pelo patronato.

A regulamentação do direito de greve, por fim, é um brutal ataque a um dos mais importantes direitos políticos dos trabalhadores. Sem o direito de greve, que é a principal arma dos trabalhadores para enfrentar seus patrões, a burguesia se verá livre para determinar as condições que lhe forem convenientes.

Diante desses ataques, é necessário organizar um amplo movimento que dê um basta na ofensiva na direita. É preciso sair às ruas de maneira decidida a pôr abaixo a farra dos capitalistas. Fora Bolsonaro e todos os golpistas!

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