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O massacre do povo continua
Governo Bolsonaro: INSS atrasa 108 mil salários-maternidade
INSS atrasa em média 63 dias a concessão do salário maternidade, equivalendo à 2 meses sem uma renda grande parte de famílias chefiadas por mulheres.
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O massacre do povo continua
Governo Bolsonaro: INSS atrasa 108 mil salários-maternidade
INSS atrasa em média 63 dias a concessão do salário maternidade, equivalendo à 2 meses sem uma renda grande parte de famílias chefiadas por mulheres.
Angélica Rocha Pinheiro, aguarda benefício desde maio de 2019. Foto : uol
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Angélica Rocha Pinheiro, aguarda benefício desde maio de 2019. Foto : uol

O caos do INSS se aprofunda no governo Bolsonaro. Informações fornecidas pelo próprio instituto, revelam que 108,3 mil mulheres estejam com o salário maternidade atrasado, ou seja, sem receber a mais de 45 dias após o pedido do benefício.

O salário maternidade é concedido às mulheres contribuintes individuais ou empregadas com a finalidade de garantir o cuidado necessário ao recém-nascido. Estando afastadas de seus empregos após dar entrada no pedido do benefício, as mães não podem mais voltar ao trabalho enquanto durar a licença. O atraso do pagamento, embora tenha sido reduzido no fim de 2019, está em média de 63 dias. Isto equivale à dois meses sem uma renda que muitas vezes é a única da família, tendo em vista que as mulheres são o principal provedor em 57, 3 milhões de lares brasileiros segundo o IBGE.

Estima-se também que 1,3 milhões de benefícios como auxílio doença e aposentadorias também estejam atrasados ou suspensos. Os pedidos de regularização de amontoam nas agências do INSS que acumulam uma perda de dez mil funcionários somente em 2019 aumentando ainda mais a demora de concessão. A regularização muitas vezes se dá somente com medidas liminares através da contratação de advogados o que é proibitivo para a grande maioria da população.

“São números impressionantes, principalmente quando se trata de pessoas que podem ter neste benefício a única fonte de renda “ diz a presidente do Instituto Brasileiro de direito previdenciário (IBDP), Adriane Bramante.

O problema atinge principalmente as camadas mais pobres da população historicamente exploradas e oprimidas , e que desde o golpe de 2016 , vem sofrendo os mais duros ataques do governo , tendo seus direitos, programas sociais que garantiam o mínimo de subsistência e os raros empregos serem destruídos.

O desmonte do INSS vem no bojo de estratégias para destruir todo o sistema público de seguridade social. A reforma da previdência aprovada recentemente que expropriou a aposentadoria do trabalhador além de desviar para os banqueiros o arrecadado com as contribuições previdenciárias, visa também jogar no colo da iniciativa privada milhões de reais pela esperada corrida aos planos de aposentadoria privada.

É de conhecimento público o incentivo financeiro dado pelo INSS aos peritos para que acelerem o chamado pente fino nos benefícios. Desde o governo Temer, o mutirão perícias médicas resultou em 7 benefícios negados a cada 10 análises, 254 mil cancelamentos em 2019.

O grande alvo é o povo pobre, que não tem muitas vezes nem recursos para buscar seus direitos na justiça burguesa. O que nós chamamos de roubo e crueldade para com a população, o governo Bolsonaro chama de economia de 4,8 bilhões de reais que serão desviados para pagar os bancos detentores da dívida pública .
Contra o massacre imposto ao trabalhador a única saída é a intensificação do movimento de derrubada dos golpistas do poder e dos representantes dos banqueiros no país.