A política de entrega
Com a privatização os capitalistas terão o total controle da administração dos Portos Brasileiros, transferindo para a iniciativa privada funções eminentemente públicas
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porto santos
Portos | Foto: Reprodução

O governo ilegítimo Bolsonaro, já prepara para o próximo mês de dezembro, a entrega de mais um patrimônio do povo brasileiro. Desta vez se trata da administração dos Portos brasileiros.

Até o presente momento, somente os terminais dentro dos portos eram concedidos à iniciativa privada, mas a administração permanecia sendo estatal. Agora com os próximos leilões, que estão para acontecer a partir do dia 18 de dezembro de 2020, os capitalistas terão o total controle de uma área suma importância estratégica para o crescimento da economia do país e, relacionada a questão da soberania nacional, no frigir dos ovos as empresas privadas irão ficar responsáveis por ser a Autoridade Portuária e, como autoridade, além de fazer cumprir as leis, os regulamentos e os contratos de concessão, irá arrecadar todos os valores de remuneração dos contratos de arrendamento e tarifas portuárias, com a contrapartida de realização de investimentos pré-estabelecidos e outros futuros necessários aos porto organizado. Está se transferindo funções eminentemente públicas para um ente privado.

Dados mostraram que, somente em 2018 passaram pelos portos brasileiros 1,1 bilhão de toneladas de cargas. Para se ter uma ideia do que está por trás das privatizações, um dos ativos que os golpistas pretendem entregar é a antiga Campanhia Docas do Estado de São Paulo e responsável pela administração do Porto de Santos. O maior complexo portuário da América Latina é responsável pela movimentação de cerca de um terço da balança comercial brasileira, que teve um faturamento, em 2018, de R$ 1,02 bilhão. É isso que está por trás da política de privatização: entregar, a preço de banana, o patrimônio do povo brasileiro, para meia dúzia de capitalistas nacionais e internacionais, hoje o faturamento líquido dos portos brasileiros passam de R$ 5 bilhões.

Além da entrega desse gigantesco faturamento, o governo pretende entregar, de mão beijada, toda uma infraestrutura construída com os recursos da União, ou seja, com o sangue e suor do povo brasileiro. Declaração dos entreguistas não deixa dúvida nesse quesito: para o engenheiro naval Casemiro Tércio Carvalho, que comanda a administração do Porto de Santos, “a meta é privatizar a empresa em 2012. Preparar a casa para a iniciativa privada…” (Isto é Dinheiro (17/01/2020)

As empresas estatais são alvos deste governo, fruto de um golpe de Estado, financiado pelos grandes capitalistas e banqueiros nacionais e internacionais e pelo imperialismo, que tem como objetivo principal expropriar todos os trabalhadores e a população, para salvar meia dúzia de capitalistas da gigantesca crise capitalista, que se aprofundou com a pandemia do coronavírus.

Neste sentido, a ofensiva reacionária da direita contra os trabalhadores em geral, e em particular das empresas estatais, precisa ser respondida a altura através das mobilizações e da organização dos milhares de trabalhadores, em defesa das empresas estatais com uma palavra de ordem que unifique: Fora Bolsonaro e todos os golpistas.

As entidades de luta dos trabalhadores devem organizar, imediatamente, plenárias dos trabalhadores em todos os estados e chamar um congresso dos trabalhadores das estatais, com o objetivo de derrotar a ofensiva reacionária contra os trabalhadores através dos métodos tradicionais de luta da classe operária: greves, ocupações de empresas, etc.

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