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A invasão da Terra Indígenas Waiãpi, no município de Pedra Branca do Amapari, Amapá, por um grupo de garimpeiros que assassinaram o cacique de 68 anos, Emyra Waiãpi. Cerca de 50 garimpeiros ainda estão dentro da terra indígena ameaçando os Waiãpi e realizando a atividade de garimpeiro em uma terra rica em recursos minerais.

Viceni Waiãpi, coordenador das aldeias Waiãpi, conta que os garimpeiros “ainda estão lá. Atirando muito na estrada, com espingardas e armas pesadas. Não conseguimos diálogo com eles. Estamos com muito medo. “Eles estão ocupando pequenas aldeias durante a noite, agredindo crianças, mulheres. Eles também têm cachorros”, afirma o coordenador.

A Terra Indígena Waiãpi possui cerca de 1200 indígenas que ocupam uma área de 6 mil km². A terra dos Waiãpi são ricas em ouro, cobre e ferro. A riqueza em ouro é vista pelos garimpeiros como uma maneira de enriquecer e está sendo estimulada pelo governo Bolsonaro que afirma que irá abrir as terras indígenas para mineração.

Em seu discurso, afirma que os indígenas não podem explorar minérios em suas terras devido a legislação, mas na Terra Indígena Waiãpi há exploração de ouro, só que pelos próprios indígenas em escala reduzida. Ou seja, não interessa para as mineradoras que querem elas próprias explorar esses recursos minerais em detrimento dos povos indígenas. Por isso a campanha mentirosa e demagoga do fascista Jair Bolsonaro.

Um dia após o assassinato do cacique, Bolsonaro declarou na cidade de Manaus, que vai legalizar o garimpo dentro das terras indígenas. Essa declaração foi apenas mais um sinal de Bolsonaro para que os garimpeiros entrem nas terras indígenas sem nenhuma preocupação e façam qualquer coisa para explorar os minérios.

O governo Bolsonaro está criando as condições para os conflitos. Deixando a população na miséria, como os garimpeiros, forçam esse setor a cometer qualquer coisa para adentrar nas terras indígenas. Na outra ponta, estimula os garimpeiros com afirmações de rever todas as terras indígenas, muita terra para poucas pessoas, indígenas são vagabundos, legalizar o garimpo e por aí vai.

Além de cortar os recursos de órgãos que dariam suporte para os indígenas como a Funai e o Incra, deixando esses povos expostos para os constantes ataques de garimpeiros, madeireiros e latifundiários.

O assassinato do cacique na TI Waiãpi é de responsabilidade do governo Bolsonaro e da direita que tomou de assalto a presidência da república. Bolsonaro está criando um clima político de estímulo as invasões e assassinatos, não só de indígenas, mas de todos que lutam pela terra.

Faz isso para entregar os recursos naturais, como terra, madeira e minérios, para que as grandes empresas imperialistas explorem esses recursos em detrimento de todo o povo brasileiro.

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