Saúde pública no abandono
Por negligência e/ou ausência de vontade política, a maior parte dos recursos originalmente destinados ao combate à pandemia sequer chega aos estados e municípios
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Brazil's President Jair Bolsonaro reacts as he leaves Alvorada Palace, amid the coronavirus disease (COVID-19) outbreak in Brasilia, Brazil May 5, 2020. REUTERS/Ueslei Marcelino
Bolsonaro, responsável maior pelas mais de 110 mil mortes ocorridas no país até o momento | Foto: Ueslei Marcelino

Dados recentes tornados públicos pelo Conselho Nacional de Saúde (CNS) confirmam o que já era sabido por todos os mais diversos setores que acompanham diariamente o drama vivenciado no país pela pandemia do novo coronavírus, onde já se contabiliza mais de 112 mil mortes, registrando também um número que supera a marca dos 3 milhões de infectados.

O ritmo acelerado de novos casos de infecção, assim como dos óbitos, registrados diariamente, aproxima o Brasil do trágico primeiro lugar no mundo, neste momento ainda liderado pelos Estados Unidos. Muitas mortes, dor e sofrimento poderiam ter sido evitadas se houvesse um mínimo de interesse por parte do poer público na adoção de medidas simples de enfrentamento e combate à covid-19.

Um exemplo desta situação de negligência e descaso para com a saúde pública, em especial o combate ao coronavírus vem do próprio órgão governamental que deveria estar trabalhando para evitar ou mesmo minimizar os impactos catastróficos da pandemia nas diversas regiões do país. O Ministério da Saúde, chefiado há mais de três meses por um general que conta em sua assessoria com mais de duas dezenas de outros militares em postos de comando estratégicos, vem contribuindo para fazer o que não se espera de um órgão federal cabeça do sistema de saúde.

O Ministério já desperdiçou R$ 12,9 milhões em recursos que já estavam liberados para o combate à covid-19 por meio de Medidas Provisórias. No entanto, a morosidade no repasse fez com que as MP’s perdessem a validade sem que todo o dinheiro previsto fosse efetivamente gasto. Um caso característico de negligência e ação criminosa consciente contra os estados e municípios mais necessitados e em última instância, contra a população que necessita dos serviços do Estado. “Como as medidas provisórias não viraram lei, o dinheiro que não foi gasto acabou perdido”. “Estamos em uma situação emergencial. Não tem explicação para demora em gastar” (Portal IG, 21/8), declarou o economista Francisco Funcia, da comissão de orçamento e financiamento do CNS.

Ainda de acordo com o técnico do CNS, duas outras MP’s estão próximas a caducar, ou seja, perderão a validade e novamente os recursos não poderão ser repassados aos estados e municípios. Fica a pergunta: Estamos ou não diante de um  caso de negligência criminosa, realizada de forma consciente e deliberada contra a população necessitada? O que impede o Ministério da Saúde em dar um tratamento responsável às ações de enfrentamento à pandemia no país? Nenhuma explicação será plausível, pois a consequência desta inaceitável irresponsabilidade está fazendo com que mais de 1.200 brasileiros percam a vida para a covid-19 todos os dias. Isso se levarmos em consideração tão somente os registros oficias, deixando de fora a enorme fraude nos números informados, fato que acontece desde o início da pandemia no país.

A situação de total descontrole da doença provocada pelo coronavírus no Brasil revela ao mundo o que é o governo de extrema direita do presidente genocida Jair Bolsonaro, eleito sob o signo da fraude e da manipulação, um escândalo acobertado por todos os principais órgãos da imprensa golpista nacional, em conexão com as instituições do próprio Estado (parlamento, justiça), que legitimaram o golpe contra o governo sufragado pelo voto popular, destituindo ilegalmente a presidenta eleita.

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