Fascistas contra a cultura
O governo fascista de Jair Bolsonaro prossegue em sua operação de destruição da cultura nacional, desta vez cortando as verbas das mais importantes fundações do país
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Queima_de_livros
Queima de livros na Alemanha nazista em 1933. Fascistas odeiam a cultura | Foto: National Archives at College Park

O governo Bolsonaro, prosseguindo em seu sistemático ataque à cultura brasileira, cortou mais de 50 milhões de reais dos principais órgãos da cultura, como Funarte, Biblioteca Nacional, Fundação Palmares, Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) e Fundação Casa de Rui Barbosa. Além dos cortes nessas fundações, foi vazada a informação de que “sumiram” 32 milhões de reais do caixa do Instituto do Patrimônio Artístico Nacional (Iphan).

Os órgãos, aparelhados pela extrema-direita, pouco protestaram, ou nem mesmo protestaram de todo. Na verdade, está em curso uma operação de destruição de todo o sistema brasileiro de cultura, que começou com a extinção do Ministério da Cultura mas prossegue na direção do encerramento das atividades das instituições culturais públicas no Brasil.

Recentemente, por obra direta do governo Bolsonaro, a Cinemateca Brasileira fechou as portas, uma perda incalculável para a cultura nacional. Praticamente todos os programas culturais em andamento sofrerão cortes por conta da sabotagem do governo federal, e provavelmente muitos serão interrompidos. Livros serão encarecidos, estudantes não poderão pagar meia-entrada, estatais não financiam mais a cultura, os editais agora têm “filtros ideológicos”, museus são incendiados, etc. A lista de ataques à cultura brasileira dos governos golpistas é extensa.

É importante salientar que os fascistas odeiam a cultura. Sobre isso, temos conhecidos exemplos históricos da Alemanha nazista, onde livros eram queimados em fogueiras e pinturas eram atiradas em galpões por serem consideradas “degeneradas”. Aqui no Brasil, são incontáveis os casos de censura e ataques a artistas protagonizados por fascistas, normalmente sob pretextos moralistas-religiosos. Com o assenso da extrema-direita às três esferas de governo, essa política de ataque à cultura foi ampliada e sistematizada.

Além do esperado ataque fascista à cultura, há em jogo também o elemento econômico. Enquanto o Ministério da Economia distribui bilhões e mais bilhões de reais de dinheiro público aos capitalistas, promove uma verdadeira razia em tudo que tenha um sentido minimamente social, como educação, saúde, cultura, meio ambiente, etc. O objetivo do ataque, portanto, é duplo: salvar os capitalistas e ao mesmo tempo atacar, empobrecer, embrutecer, expropriar a população. Assim, a crise histórica do capitalismo tem a barbárie amplificada pelas próprias tentativas de salvar o sistema financeiro da bancarrota.

Não podemos assistir passivamente à destruição de nosso país, que é o que realmente está em jogo. Para isso, é necessária uma união das esquerdas no sentido da luta prática contra o fascismo, muito diferente da tal “união eleitoral” tão apregoada, que em si é absolutamente inócua.

No terreno eleitoral, a única união que teria o condão de alterar a correlação de forças seria uma articulação que colocasse abertamente as questões centrais da vida política nacional: o golpe de Estado e a ditadura dele decorrente. Eleitoralmente, esse problema só se personificaria na figura de Lula. No mais, devemos mobilizar o povo na expressão atual da luta contra o golpe, que é a palavra de ordem Fora Bolsonaro.

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