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Bolsonarismo
Governo Bolsonaro ataca documentário indicado ao Oscar
O presidente fascista Jair Bolsonaro atacou o documentário Democracia em Vertigem em coletiva de imprensa. O ataque à cultura é parte fundamental do programa da extrema-direita.
Bolsonarismo
Governo Bolsonaro ataca documentário indicado ao Oscar
O presidente fascista Jair Bolsonaro atacou o documentário Democracia em Vertigem em coletiva de imprensa. O ataque à cultura é parte fundamental do programa da extrema-direita.
Divulgação.
Divulgação.

Em coletiva de imprensa no Palácio Alvorada nesta terça (14), o presidente fascista Jair Bolsonaro atacou o documentário Democracia em Vertigem, que foi indicado a concorrer ao Oscar na segunda-feira (13). Segundo o fascista, o documentário é uma ficção da esquerda e o comparou com lixo, embora afirme que não o tenha assistido e se recusasse a responder mais perguntas feitas por jornalistas sobre o assunto.

O secretário especial de Cultura do governo Bolsonaro, Roberto Alvim, um conservador e seguidor do astrólogo Olavo de Carvalho, foi além ao afirmar que o documentário é uma ficção da esquerda produzida com o objetivo de tentar minar a percepção da realidade. De acordo com Roberto, a indicação do documentário comprova a tese de que há uma guerra cultural sendo travada em âmbitos nacional e internacional. A direita fascista classifica toda a produção cultural de conteúdo crítico como o que denominam de “Marxismo Cultural”.

O documentário da Netflix, dirigido pela cineasta Petra Costa, aborda o golpe de Estado que se deu por meio de um impeachment fraudulento contra a ex-presidenta eleita Dilma Rousseff (PT) em 2016 e toda a política golpista da direita que prendeu o ex-presidente Lula para retirá-lo da disputa eleitoral em 2018 e permitir que Jair Bolsonaro chegasse à Presidência da República.

O ataque dos golpistas à cultura é parte fundamental de seu programa de silenciamento contra a esquerda, os movimentos sociais e a população em conjunto. O bloco golpista, liderado por Jair Bolsonaro, busca implementar uma série de medidas para cassar a liberdade de expressão, a crítica política e o debate democrático.

O programa Escola Sem Partido, a busca por acabar com a autonomia universitária e controlar a nomeação dos reitores, a imposição de trâmites burocráticos ao lançamento do filme Marighella por parte da Ancine, o esvaziamento de conteúdo dos livros didáticos e sua adequação à ideologia da extrema-direita, a implementação da ditadura militar nas escolas por meio do programa Escolas Cívico-Militares do MEC, o Projeto Valores que reinsere a educação moral e cívica nas escolas, a perseguição a jornalistas e artistas e a repressão policial a manifestações da cultura popular são todas tentativas de controlar a expressão cultural no país, etc.