Inimigo do povo
Declarações de membros do alto escalão do governo apontam no sentido de reduzir o valor a um terço ou de simplesmente liquidar a medida emergencial
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O presidente da República, Jair Bolsonaro, e o ministro da Economia, Paulo Guedes, participam de coletiva de imprensa no Palácio do Planalto
Jair Bolsonaro ao lado de Paulo Guedes. Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil |

O auxílio emergencial proposto pelo governo Bolsonaro e aprovado no parlamento vem se revelando uma completa farsa. O valor não corresponde às necessidades vitais de uma pessoa — quem dirá de sua família —, milhões de pessoas em situação de miséria não conseguiram se cadastrar para receber o benefício e o pagamento não vem sendo devidamente cumprido. O que já é humilhante e cruel, no entanto, deve ficar ainda pior: segundo as declarações mais recentes de elementos do governo ilegítimo, o benefício poderá ser encerrado ou ter seu valor reduzido drasticamente.

A primeira declaração mais significativa nesse sentido foi dada na última quarta-feira (20) pelo ministro da Economia, o chicago boy Paulo Guedes. Dando eco ao que a burguesia de conjunto pensa e mostrando seu total desprezo pelo povo, Guedes declarou:

Se voltar para R$ 200, quem sabe não dá para estender um mês ou dois? R$600 não dá. (…) O que a sociedade prefere: um mês de R$600 ou três de R$200? É esse tipo de conta que estamos fazendo. É possível que aconteça uma extensão. Mas será que temos dinheiro para uma extensão a R$600?

No mesmo dia, o ministro fez a seguinte afirmação, debochando do sofrimento do povo:

Se falarmos que vai ter mais três meses, mais três meses, mais três meses, aí ninguém trabalha. Ninguém sai de casa e o isolamento vai ser de oito anos porque a vida está boa, está tudo tranquilo. E aí vamos morrer de fome do outro lado. É o meu pavor, a prateleira vazia.

Ou seja, no que depender de Paulo Guedes, conhecido como tchutchuca dos banqueiros, o Estado não irá abrir os cofres para garantir a sobrevivência do povo. Isso acontece, no entanto, no mesmo momento em que os bancos receberam mais de 2 trilhões do governo para manterem seus negócios em ordem durante a epidemia de coronavírus.

A segunda declaração expressiva que veio do alto escalão do governo, dando franco apoio ao ministro Paulo Guedes, foi registrada ontem (22) através da fala do secretário especial da Fazenda do Ministério da Economia, Waldery Rodrigues:

Dados os benefícios (do auxílio emergencial), tanto diretos como indiretos, o ministro (Paulo Guedes) chegou a comentar uma referência nesse caso que é o Bolsa Família, que tem um ticket médio de R$200 por mês”.

Isso mostra que a intenção de reduzir o valor do auxílio emergencial a um terço de seu valor inicial ou até mesmo pôr fim a essa medida extremamente limitada de assistência social é real por parte dos golpistas. Como se sabe, nunca foi de interesse do governo destinar alguma renda à população mais pobre: o auxílio emergencial apenas foi decretado para evitar que o governo entrasse em uma crise ainda maior do que já está.

É preciso, portanto, que os trabalhadores se mobilizem para conseguir ter os seus direitos efetivamente atendidos. Até o momento, milhões de pessoas ficaram de fora do auxílio emergencial, enquanto 190 mil militares receberam o benefício, sendo acompanhados por vários setores da pequena burguesia. É preciso, assim, seguir o caminho apontado no ato em Brasília, no último dia 20: ir às ruas para derrubar o governo inimigo do povo.

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