Governo alemão prende militantes da extrema-direita como prelúdio para atacar a esquerda

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Da redação – A extrema-direita da Alemanha vem crescendo exponencialmente, sobretudo em função do aumento generalizado do número de imigrantes no continente europeu. A polícia alemã tomou ciência de que, além de atacar estrangeiros, os grupos fascistas estariam planejando praticar atentados na cidade de Chemnitz, região leste do país, a partidos e outros opositores da sociedade civil, com uso de violência e armas. Nesta segunda-feira (01) houve a prisão de seis suspeitos com idade entre 20 e 31 anos, a maioria pertencente à facção denominada”Revolução Chemnitz”.

Armados com garrafas de vidro, luvas com soqueira e aparelhos de eletrochoque, os grupos de extrema-direita, segundo noticiado pelo governo alemão, estariam organizando um ataque para esta quarta-feira (03) Dia da Unidade da Alemanha.

Os integrantes presos foram acusados de cometerem “desordem pública” e a chanceler Angela Merkel foi instada a convocar os alemães a se posicionarem contra a direita fascista. No entanto, boa parte da população não reagiu por estar muito descontente com o avanço da política neoliberal de sucateamento das relações de trabalho no país.

É importante registrar que os incidentes servem de pretexto para as autoridades públicas também enquadrarem no aludido crime de “desordem pública” elementos de esquerda e outros opositores do regime neoliberal.

Ano passado, em meio ao encontro de chefes de Estado em Hamburgo, na cúpula do G20, mais de dez mil pessoas participaram de uma grande manifestação popular contra a política capitalista. A polícia alemã, da “democrata” Angela Merkel, reprimiu ferozmente o ato. Além disso, no mesmo ano, o regime alemão fechou um site de esquerda, com as mesmas justificativas que usa para atacar a extrema-direita.

A esquerda não deve se aliar à direita “moderada” e neoliberal em prol de um suposto e ineficiente combate ao fascismo, pois a tendência direitista deve ser combatida nas ruas, pela própria esquerda e sem qualquer interferência estatal ou conciliação com a direita “moderada”. O estado não deve censurar os anseios da população.