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Da redação – Como medida para tentar solucionar a crise política em que se encontra a Alemanha, a atual Chanceler, Angela Merkel, aceitou um acordo que prevê significativas mudanças na política de imigração. A nova política do governo alemão pretende expulsar os imigrantes que entrarem ilegalmente no país, o que pode provocar um tensionamento ainda maior da crise migratória em toda a Europa. O governo cedeu as pressões da ala mais direitista e conservadora da coalizão, propondo o fim definitivo da política iniciada em 2015, através da qual milhares de imigrantes receberam asilo na Alemanha.

O acordo foi estabelecido entre o partido de Merkel, o CDU, e o partido bávaro conservador, o CSU. O acordo indica que os imigrantes não serão mais alocados dentro do território alemão, mas ficarão retidos em “centros de trânsito” na fronteira com a Áustria, e poderão ser expulsos para o território austríaco, o que irá gerar atrito entre os dois países.

O primeiro sinal negativo foi dado pela Áustria, que anunciou que “se o governo alemão validar o compromisso alcançado na segunda-feira à noite seremos obrigados a adotar medidas para evitar as desvantagens para Áustria e sua população”. Isso significa que a Áustria reforçaria a repressão, principalmente na parte sul do país, onde faz fronteira com a Itália e a Eslovênia.

A atitude do governo alemão para tentar solucionar sua crise política interna deixa de lado os acordos estabelecidos no âmbito regional, o que contribui para que o bloco europeu continue a se desintegrar. Após a saída do Reino Unido da União Europeia o bloco tem passado por uma intensa instabilidade e os acordos são mantidos com muita dificuldade.

Apesar de atenuar a crise, a medida adotada por Merkel não é uma solução permanente, visto que o acordo precisa do apoio de outros partidos para ser aprovado, o que matém o clima de tensão. O Partido Social-democrata (SPD), não se posicionou oficialmente, mas ao que tudo indica não é totalmente favorável ao acordo, o que mantém a crise aberta e se aprofundando, o que poderia, no limite, levar a queda do governo de Angela Merkel.

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