Governo manipula
Desemprego não será combatido pelo governo golpista, é parte de sua estratégia de controle social e de redução de salários
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Desemprego vai crescer no próximo ano | Foto: Reprodução

O governo golpista continua tentando enganar a sociedade com notícias falsas e manipulações grotescas. A tentativa de esconder o maior desemprego da história não tem sucesso. Até mesmo o “olavista” secretário de Política Econômica do Ministério da Economia, Adolfo Sachsida, em encontro virtual com o Banco Safra teve que reconhecer a elevada taxa de desemprego e sua continuidade no próximo ano. (CUT, 30/10/20)

Para tentar mascarar o brutal desemprego que atinge os trabalhadores, o governo golpista usa dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado pelo Ministério da Economia, para dizer que há um saldo positivo de 249 mil vagas. Esconde as estatísticas do IBGE, que na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad-Covid) aponta que a taxa de desemprego subiu de 13,6% em agosto para 14% em setembro. A maior da série histórica. “Enquanto o Caged considera só os empregos com carteira assinada, por meio dos dados que as empresas enviam ao governo, a Pnad Contínua faz amostra de domicílios com dados de vagas formais e informais, domésticos, empregadores e demais modalidades, e segue recomendações internacionais ao considerar desempregado quem busca uma vaga.”

E olha que essa estatística do IBGE é muito subestimada. Ela acaba não considerando milhões de trabalhadores em suas pesquisas. Isto porque só considera desempregada a pessoa que está procurando emprego no período da pesquisa. Se a pessoa não procurou emprego naquela semana, por qualquer motivo, ela não é considerada desempregada. Também não considera as pessoas que tiveram contratos suspensos e redução de salários.

As pessoas que estão fora do mercado de trabalho ultrapassam a marca de 75 milhões de trabalhadores em condições de trabalho. Segundo o IBGE, dessas pessoas, 26 milhões informam que gostariam de trabalhar mas não foram à busca de emprego. Desse contingente, 16,3 milhões não foram procurar emprego por causa da pandemia.

Como mostrou a matéria publicada pela CUT, segundo Daniel Duque, pesquisador da área de Economia Aplicada do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (Ibre-FGV), não dá qualquer indicativo de recuperação do mercado de trabalho, ele “afirma que os dados do IBGE mostram uma continuidade na deterioração do mercado de trabalho.”

E para mostrar as diferenças, na prática entre os dados do CAGED e da PNAD o pesquisador do IBGE mostra que “a queda de empregos com carteira assinada na Pnad entre maio e junho foi de 1 milhão de empregos. No Caged, a redução foi de 11 mil. Isso não faz muito sentido. Mesmo com uma ou outra defasagem, não é o normal ter uma discrepância tão grande. Isso levanta algumas hipóteses, como o atraso no registro dos desligamentos”.

Vejamos. Segundo o IBGE:

  • são 13,8 milhões de desempregados,
  • Além desses, 26 milhões estão sem emprego, mas gostariam de trabalhar, porém não foram incluídos como desempregados
  • há 75 milhões de trabalhadores fora do mercado de trabalho

Esses são os dados da realidade que se abate sobre os trabalhadores. O tamanho do desespero dos trabalhadores que estão caminhando rapidamente para se somar aos 10,3 milhões de pessoas que não tem sequer o que comer no Brasil. (Brasil de Fato, 17/9/20)

O governo golpista nada faz e nada fará para reduzir o desemprego e melhorar a renda dos trabalhadores. Sua política é a de controle social pela fome e pela violência, quer seja ela imposta pelo aparato repressor do Estado, quer por meio do controle direto das milícias de extrema-direita. Os capitalistas acreditam que essa política de controle e contenção dos trabalhadores produzirá uma situação de salários cada vez menores, menos custos derivados dos direitos trabalhistas que estão sendo tirados e assim terão mais lucros.

É uma política que pode dar certo se os trabalhadores não se revoltarem, se os desempregados e os que estão sendo violentamente excluídos não se mobilizarem. Nesses momentos cresce em importância a capacidade de mobilização dos trabalhadores, a formação da consciência de classe e a organização política.

 

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