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Cedae na mira da privatização.
Governador fascista Witzel quer envenenar população com água podre
Nas últimas semanas a população do Rio de Janeiro sofre com água podre saindo nas torneiras e filtros, enquanto o governador fascista Witzel curte férias em Orlando nos EUA.
Almoco com Ministro Paulo Guedes
Cedae na mira da privatização.
Governador fascista Witzel quer envenenar população com água podre
Nas últimas semanas a população do Rio de Janeiro sofre com água podre saindo nas torneiras e filtros, enquanto o governador fascista Witzel curte férias em Orlando nos EUA.
Guedes e Witzel almoçam no Rio de Janeiro: Philippe Lima/ Governo do Rio de Janeiro
Almoco com Ministro Paulo Guedes
Guedes e Witzel almoçam no Rio de Janeiro: Philippe Lima/ Governo do Rio de Janeiro

Na segunda-feira dia (6), surgiu nas redes sociais reclamações de pessoas que moram no Rio de Janeiro sobre a coloração e sabor da água fornecida pela Companhia Estadual de Água e Esgoto (Cedae). De acordo com moradores dos bairros afetados o problema não é de agora, mas tem se agravado nas últimas semanas.

Com um cheiro forte e cor escura pelo menos 20 bairros do Rio de Janeiro e Baixada Fluminense estão em alerta com a água que sai nas torneiras e filtros das casas. O Jornal O Dia percorreu a cidade e constatou que o problema da água contaminada atinge cerca de 1,1 milhão de pessoas.

Para o jornal O Dia, Jaqueline Leocadio, 37 anos, estudante de serviço social, moradora do bairro Paciência na zona oeste da cidade relata que “quando a gente abre a torneira, vem aquele cheiro podre, que dá nojo. Nem parece água, está mais para esgoto”.

A Cedae, através de sua assessoria, informa que está coletando amostras para análise. Contrariando os especialistas, manifestou-se em nota, em uma análise preliminar, onde diz que a amostra está “dentro dos padrões de potabilidade, atendendo aos indicadores estabelecidos pelas normas do Ministério da Saúde”.

Para os especialistas se água não se apresentar incolor, inodora e insípida não está própria para o  consumo, e recomendam que se ferva a água antes de consumir. Se apresentar algo diferente às características citadas, optar por água mineral. Os mercados cariocas já registram a falta de água mineral nas prateleiras, após os relatos dos moradores nas redes sociais.

Há centenas de denúncias de pessoas que passaram mal após a ingestão. A Secretaria de Saúde informou que os casos de diarreia, gastroenterite e vômitos dobraram nas unidades de pronto atendimento da zona oeste, as ocorrências saltaram de 660 no ano anterior para 1.371 neste ano, no período de 20 de Dezembro a 5 de janeiro.

É importante lembrar que em março do ano passado a Cedae demitiu de uma só vez 54 funcionários, entre eles 5 analistas de qualidade de água. Desde então os testes na Estação de Tratamento de Águas de Guandu não estão sendo feitos com regularidade.

Para o engenheiro e presidente da Federação Interestadual de Sindicatos de Engenheiros (Fisenge), Clovis Nascimento, em reportagem na época divulgada pela Central Única dos Trabalhadores (CUT) “estas dispensas quebram a espinha dorsal da Cedae, pois atingem os pilares estruturais da empresa e, certamente, há uma motivação de celeridade à privatização”.

Apesar de a maioria da população ser contra a privatização da empresa estatal, manifestada em diversas mobilizações ao longo dos últimos anos, o descaso e o desinvestimento pelo governador fascista Witzel vem crescendo a cada dia, situação essa que faz parte de um desmonte da empresa pública para entregá-la para as empresas privadas.

Visto que o lucro da empresa vem se multiplicando nos últimos anos e que após o golpe de Estado de 2016, o objetivo dos golpistas que tomaram de assalto o governo no Brasil é vender todas as empresas nacionais, a Cedae se tornou um alvo fácil e atrativo para mercado financeiro internacional, o que explica a enorme pressão da imprensa imperialista por sua privatização.

Como os capitalistas não tem compromisso nenhum com a população e somente com seus lucros, se a privatização se efetivar, a situação do povo do Rio de Janeiro que depende daquela água tende a se agravar, entre elas estão o aumento de tarifas, contaminação, falta de saneamento, interrupção nos abastecimentos e outros.

Portanto é preciso que os funcionários da Cedae, junto com os sindicatos e moradores do Rio de Janeiro, mobilizem-se nas ruas, ocupem a empresa, para cobrar investimentos e supervisão em relação aos serviços e a qualidade da água que circula na cidade, dizendo não a privatização e fora Witzel.