Fascista: Witzel elogia execuções cometidos pela Polícia em favela do Rio

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No dia 13 de fevereiro, o governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC) afirmou em vídeo divulgado nas redes sociais que foi “legítima” a ação da Polícia Militar que deixou 15 pessoas nos morros do Fallet-Fogueteiro, Coroa e Prazeres, na região central do Rio de Janeiro. “O que aconteceu no morro Fallet-Fogueteiro foi uma ação legítima da PM”, disse Witzel ao lado do coronel Rogério Figueiredo.

Na verdade, estamos diante de mais uma ação de natureza brutal da polícia do Rio de Janeiro, os indícios apontam o contrário, tiros à queima roupa, ausência de troca de tiros e fuzilamento de jovens rendidas e desarmadas, realizado por PM’s, integrantes dessa máquina de guerra contra a população pobre e negra, que mata mais de 5 mil pessoas por ano.
Em outro ataque, um morador de Manguinhos, ajudante de pedreiro, de 22 anos, recebeu um tiro próximo à sua costela, no dia 29 de janeiro. A bala atravessou o trabalhador, sem afetar nenhum órgão vital. Ele é o único sobrevivente de disparos efetuados desde 2018 por atiradores da torre da Cidade da Polícia, unidade administrativa da Polícia Civil, localizada a cerca de 250 metros do largo em que estava quando foi alvejado, segundo um relatório da Defensoria Pública do Rio que apresenta as denúncias feitas por moradores. Os tiros vindos da torre acabaram com a vida de seis moradores de Manguinhos.

O ajudante de pedreiro fez um depoimento sobre a execução de Rômulo Oliveira da Silva, um porteiro da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) atingido no peito, no dia 29 de janeiro. O trabalhador de 37 anos transitava de moto pelo mesmo local quando foi baleado. Em 25 de janeiro, Carlos Eduardo dos Santos Lontra, de 27 anos, estava na mesma localidade quando levou um tiro na lombar e faleceu. Com base no depoimento do único sobrevivente e de familiares das outras vítimas.

O Grupo de Atuação Especializada em Segurança Pública (GAESP), do Ministério Público do Rio, abriu um procedimento investigativo, tipo de apuração que, quase sempre, não apresenta resultado algum. No dia 4 de fevereiro, defensores públicos do Núcleo de Direitos Humanos acompanhados por membros de outras entidades estiveram em Manguinhos para obter mais informações. Os moradores denunciaram mais quatro mortes no ano passado.
Para os governos e a Polícia fascistas alardeam e agem como se todo trabalhador das comunidades operárias fossem inimigos de guerra e devessem ser tratados em condições que não são devidas nem mesmo para bandidos perigosos. A Polícia como capacho dos interesses da classe dominante reproduz essa mentalidade na prática com ações cada vez mais indiscriminadas e desumanas no Estado do Rio de Janeiro, e em todo o País.