guaidó militares
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Após a acachapante derrota sofrida pelos lambe-botas do imperialismo na Venezuela nessa semana, quando da sua tentativa de derrubar o governo usando alguns militares desertores, que foi impedida com a mobilização popular que tomou as ruas de Caracas e se juntou em grande manifestação ao redor do Palácio de Miraflores, esses mesmos golpistas vieram a público para declarar seu apoio a uma intervenção militar em seu país, ou mais diretamente, para pedir ajuda pros “papais” ianques.

Juan Guaidó, o ilegítimo presidente autoproclamado da Venezuela disse em entrevista para o jornal golpista Folha de S. Paulo que a intervenção militar é a sua última opção, mas que não descarta esse caminho. Ele cinicamente afirma “nós sempre oferecemos alternativas, diálogo, eleição, só que eles sempre se negam, se fecham. Por isso é que não excluo a intervenção, mas não é o modo como gostaríamos”. Resta saber se incendiar apoiadores do chavismo, praticar atentados terroristas contra locais de votação durante as eleições e sabotar o fornecimento de energia elétrica do país são ações que possam ser classificadas como diálogo.

Outro golpista venezuelano do mesmo partido de “Guaidog”, Leopoldo Lopez, também se posicionou a favor da intervenção. Ele estava em prisão domiciliar, acusado de “incitamento à desordem pública, associação criminosa, atentados à propriedade e incêndio”, mas foi libertado na terça-feira, dia 30 de abril, por um grupo de militares traidores da pátria e depois de sua tentativa de golpe frustrada, teve que se esconder na embaixada espanhola para não ser preso de novo. Em entrevista à Agência Efe, ele afirma que a intervenção militar é uma alternativa prevista na constituição venezuelana e que não está sendo descartada.

Se restasse alguma dúvida sobre quem seriam os autores da tal intervenção militar que esses golpistas ameaçam utilizar, visto que as Forças Armadas venezuelanas estão do lado do governo legítimo eleito democraticamente de Maduro, a resposta vem do secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, que disse em entrevista ao canal de televisão Fox Business ao ser perguntado sobre como os EUA agiriam com relação à Venezuela: “A ação militar é possível. Se for isso que é necessário, é isso que os Estados Unidos irão fazer”, mostrando mais uma vez a verdadeira origem de toda a trama golpista que se desenrola no país vizinho.

A direita venezuelana, de forma muito parecida com a brasileira, acredita ser norte-americana e sonha em entregar o seu país para os EUA. Ao pedir que o governo reacionário de Trump intervenha militarmente em seu país, eles pretendem trazer para o seu povo o mesmo destino monstruoso que tiveram países como Síria, Iraque, Líbia, Iêmen e tantos outros, que foram atacados impiedosamente pelo poderio militar do imperialismo, tiveram sua população dizimada e seu país reduzido a ruínas. A população do país bolivariano deve se mobilizar, como já vem fazendo, contra essa ameaça e demonstrar sempre a sua disposição para lutar contra os golpistas e a favor do mandato legítimo de Nicolás Maduro.

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