Golpistas vão usar acusação de “extorsão” para perseguir movimentos de moradia

Enquanto uma parcela considerável da população da cidade São Paulo morava nas ruas, passando por noites que até matam pessoas de tanto frio, morando em escombros, embaixo das pontes, sendo atacada pela direita fascista, a imprensa não dizia nada.

Agora, a burguesia quer atacar os movimentos que lutam por um teto, que lutam para que as pessoas possam conseguir uma habitação mínima, esforço que não é visto por parte do Estado, especialmente os comandados pelos tucanos, que preferem atacar o povo que mora na rua.

O prédio que ruiu no centro de São Paulo deixou vítimas e pessoas desabrigadas. Tudo indica que foi, sim, proposital, e que não tem nada a ver com as explicações apontadas pelos responsáveis “técnicos” do problema. Querem expulsar o povo pobre do centro da cidade, basta, então, demolir prédios como esse com gente dentro, é assim que pensa a direita.

A demolição acabou servindo de pretexto para que o Ministério Público de São Paulo promova “investigação” contra outras 75 ocupações. Bem dizer, vão expulsar todo mundo daqueles prédios que não caírem, vamos dizer assim.

Não só, agora acusam o movimento de extorquir os moradores do prédio, quando, na verdade, é uma taxa, comum em ocupações desse tipo, para a mínima administração da moradia e para sustentar as atividades do próprio movimento de luta por moradia. É um cinismo sem tamanho essa acusação.

O extorquido, aqui, é quem paga aluguel no centro de São Paulo. A especulação imobiliária prefere deixar prédios vazios que alugar a preços mais baixos, e essa que é a discussão de fundo, os tubarões do ramo imobiliário que querem dinheiro, mesmo que isso leve todo um setor da população para a rua.

As ocupações todas devem ser defendidas. O Estado deve entregar a propriedade para os ocupantes, toda ocupação deve ser regularizada, cedida aos trabalhadores que buscam moradia, um direito constitucional.