Golpistas vão fazer trabalhadores pagarem mais por conta de luz

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Da redação – O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) atingiu em junho deste ano a maior taxa em 23 anos. Os custos com energia elétrica, habitação e transportes foram os que mais pesaram no IPCA de julho, atingindo em cheio o bolso dos trabalhadores e trabalhadoras. Dentre os responsáveis pela alta do IPCA, o preço da energia elétrica foi o mais expressivo, com uma alta de 5,33% no mês, sendo o maior responsável pelo impacto no índice, respondendo sozinho por 0,20 ponto percentual da variação. Vale lembrar que o IPCA é um índice utilizado para medir a variação de preços do mercado para o consumidor final, representando o índice oficial da inflação.

   O assalto ao bolso dos consumidores representados pela classe trabalhadora não para por aí. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) já aprovou, de janeiro a julho de 2018, uma série de reajustes de tarifas de diversas distribuidoras de todas as regiões do País O impacto dessa manobra golpista resulta em impactos enormes nas contas de luz que variam de 5% a 21,51% – um valor muito acima do IPCA. Isso tudo levando em conta a vigência da bandeira tarifária vermelha – patamar 2, que acresce na conta R$ 5,00 a cada 100 kWh (quilowatts-hora) consumidos.

   O governo golpista representado por Michel Temer (MDB) visa a manutenção desses valores nas contas mesmo após a quitação das dívidas e ainda quer que os consumidores paguem R$ 1,4 bilhão a mais para cobrir o alegado déficit do setor elétrico, segundo divulgação da Aneel nesta terça-feira (7). Essa medida do lacaio Michel Temer é diametralmente oposta à do governo da presidenta legitimamente eleita Dilma Rousseff, que reduziu as contas de luz dos brasileiros após o pagamento dos investimentos para construção de usinas, em 2011. Além do custo da energia elétrica, outros itens promoveram uma alta considerável no índice IPCA de julho, como preços relacionados à habitação (alta de 1,54%) e transportes (alta de 0,49%). Em relação à habitação, uma variação de 0,69% na taxa de água e esgoto devido aos reajustes nas tarifas de São Paulo, Salvador, Porto Alegre e Goiânia, foram proeminentes para puxar a inflação. Já o segmento transportes, teve sua alta mensal engendrada pelos preços das passagens aéreas (44,51%) e do ônibus interestadual (8,7%). Todavia, houve queda nos preços dos combustíveis (-1,8%), com deflação nos preços da gasolina (-1,01%) e do etanol (-5,48%), que haviam subido, respectivamente, 5% e 4,22% em junho. No caso do diesel, houve um recuo de 2,39% devido ao congelamento do preço nas refinarias. Em adição, itens relacionados à alimentação, vestuário e educação tiveram deflação, sendo os principais responsáveis pela desaceleração do índice na comparação com junho.

Os frutos da política neoliberal imposta pelo tucano Fernando Henrique Cardoso (PSDB) estão sendo colhidos até hoje; e o pior, são podres.  A situação do setor elétrico nacional é resultado da política econômica do tucano, sobretudo da política cambial e da restrição de investimentos das estatais. Como consequência, tivemos o racionamento de energia, o aumento dos custos para os consumidores e um legado de empresas elétricas que através de um enorme sucateamento, tornaram-se endividadas.

   É fatídico que todas as medidas impostas pelo governo draconiano de Michel Temer tem como principal interesse, o desmonte de setores estratégicos para a soberania nacional, dando continuidade ao plano dos tucanos. Além disso, somam-se os sucessivos ataques à classe trabalhadora, que se desvelam de seu repertório de austeridade e subtraem toda e qualquer quantia do povo trabalhador. Por conseguinte, vemos a tentativa de a burguesia consolidar o golpe com seus candidatos subservientes, cujo compromisso com o grande capital é incontestável.