Entrega ao capital estrangeiro
Que mágica está querendo fazer o ministro? Do ponto de vista econômico não há previsão de ganhos para os investidores no curto e talvez médio e longo prazo, mas o ministro diz que
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Desmatamento canteiro de obras UHE Santo Antonio | Foto: Eduardo Santos.

A revista Exame, em matéria, informa que o ministro da Infraestrutura Tarcísio de Freitas, vai privatizar 43 aeroportos, apesar da paralisação no setor devido à pandemia. 

O ministro afirma que existe ambiente favorável nas esferas decisórias, como o Judiciário, Congresso e inclusive o Tribunal de Contas da União (TCU). Todos estão unidos para efetuar os leilões das concessões. Cita o programa pró-Brasil com investimentos em infraestrutura da ordem de 30 bilhões de reais.

Também quer privatizar a ferrovia da Integração oeste-leste na Bahia (Fiol) além de injetar recursos do BNDES à Embraer. Nas palavras dele “vamos vender, vender muito”

A revista informa que os comentários foram feitos através de uma transmissão pela internet promovida pelo Banco Santander, e após a divulgação do vídeo da reunião do dia 22 de abril. 

Nesse vídeo, o ministro do meio ambiente, Ricardo Salles, diz que a pandemia ajuda a fazer mudanças na legislação sem chamar atenção, e assim explorar terras que a legislação hoje não permite. 

No momento, os aviões estão todos no chão por causa da pandemia, e os países pensam em tirar os aeroportos da praça, pois estão com baixíssima utilização e o custo de manutenção é elevado. E ainda as empresas de aviação estão sem receitas.

Do ponto de vista econômico não há previsão de ganhos para os investidores no curto e talvez médio e longo prazo, mas o ministro diz que irão eliminar restrições legais para que outras empresas que não pertençam ao setor aeroportuário possam participar dos leilões.

E ainda vão oferecer créditos através do BNDES pela linha destinada aos afetados pela crise. Querem chegar ao 239 bilhões em investimentos em infraestrutura.

A verdade é que estão pondo em prática o projeto neoliberal do estado mínimo. Entregam o patrimônio que é público por valores irrisórios para a iniciativa privada, as empresas. E ainda emprestam dinheiro para essas empresas comprarem, a exemplo do governo de FHC na década de noventa.

Nesse caso as empresas que tem “cacife” para entrar na concorrência são as que têm muitos recursos, ou seja, as multinacionais imperialistas. Esse é o programa do imperialismo, se apoderar das empresas e todos recursos naturais que as colônias tem, petróleo, minérios, terras e tudo bem baratinho. E é claro que os bancos participam e ganham muito dinheiro com essas operações

Ao abrir a concorrência para setores que não tem experiência no negócio é um tiro no pé. No caso dos aeroportos pode levar a queda na qualidade dos serviços de manutenção oferecidos, colocando em risco as pessoas, os aviões e todos os aeroportos. Poderá cair a confiança nos serviços e portanto a sua utilização.

É preciso barrar essas privatizações. E isso só será possível com as mobilizações dos trabalhadores e o povo em geral. É tempo de muita luta por dias melhores. Ao vencermos teremos salvo nossa riqueza, nosso patrimônio e nossa dignidade.

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