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Mais ataques contra a cultura
Golpistas sucateiam Museu de Arte do Rio de Janeiro para privatizá-lo
A política neoliberal dos golpistas no poder sucateia as instituições culturais para destruí-las ou entregá-las aos capitalistas
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Mais ataques contra a cultura
Golpistas sucateiam Museu de Arte do Rio de Janeiro para privatizá-lo
A política neoliberal dos golpistas no poder sucateia as instituições culturais para destruí-las ou entregá-las aos capitalistas
Museu de Arte do Rio de Janeiro.
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Museu de Arte do Rio de Janeiro.

O Museu de Arte do Rio (MAR) está sob ameaça de fechamento ou de entrega total aos capitalistas, que podem transforma-lo em qualquer coisa. Localizado no centro da cidade do Rio de Janeiro, o MAR foi inaugurado em 2013 em uma parceria entre entes públicos (cidade, Estado e o governo Federal) e privados (da golpista Fundação Roberto Marinho). O Museu é administrado por uma Organização Social (OS) e conta com um acervo de cerca de 9 mil obras, em sua maioria doadas a instituição. O seu fechamento ou privatização constituem mais um crime contra o povo brasileiro.

Com uma arquitetura premiada, o museu ocupa dois prédio interligados por uma passarela suspensa, um, o Palacete D. João IV, construído em estilo eclético, dedicado ao “Pavilhão de Exposições”, e o outro, um prédio antes utilizado pelo terminal rodoviário de Mariano Procópio, que foi totalmente revitalizado para a nascer a “Escola do olhar”, além da administração e outras instalações. O Museu tornou-se um dos espaços culturais importantes da cidade.

Contudo, a política neoliberal, levada adiante pelo governo federal e estaduais da extrema-direita e da direita golpistas atuam como elemento de devastação da cultura, e não apenas da cultura, evidentemente. O MAR que já realizou 60 exposições, dentre outras atividades e teve cerca de 3 milhões de visitantes desde sua inauguração passa por grave problema financeiro, correndo o risco mesmo de ser fechado nos próximos meses.

O instituto Odeon, OS que administra o Museu, colocou os 16 funcionários e os 8 estagiários em aviso prévio, o que significa evidentemente o fechamento do Museu ao final deste período se não for revogado. Segundo a OS, a prefeitura deve um repasse de 398 mil desde setembro, e até o fim do contrato, no fim do ano, a prefeitura deveria repassar R$ 600 mil até o próximo dia 20 e outros dois repasses, de R$ 300 mil e R$ 243 mil, até 20 de dezembro.

A secretaria de Cultura da cidade informou desavergonhadamente que para manter “as escolas funcionando, investindo na saúde, às vezes é necessário postergar outros compromissos”. Evidentemente, que não se trata de escolha alguma, mas de uma política deliberada de destruição da cultura como parte da política de corte de gastos, cujo, objetivo não é apenas econômico, apesar de ser o motivo principal, mas também ideológico, a extrema-direita e a direita neoliberais são inimigos irascíveis da cultura. Temem-a pelo elemento perturbador da obtusidade que são e da política que seguem  que a arte possibilita, e sobretudo, da influência desse elemento nas massas populares.

Nota-se também, pela nota da secretaria, o cinismo atroz dos representantes da burguesia golpistas na administração pública, a política neoliberal não é tirar dinheiro da cultura e outra áreas consideradas por eles de menor importância para direcioná-las a educação e saúde, mas retirar da educação e da cultura, assim como destas outras áreas para direcionar ao bancos e aos especuladores das bolsas de valores.

O caso também revela o verdadeiro modus operandi deste tipo de parceria, o estado entra com o investimento e a burguesia por meio de suas fundações e OSs ficam com os lucros e o prestígio enquanto existirem.

É preciso defender de todas maneiras a cultura e as instituições culturais no país da devastação provocada pela política neoliberal do fascista Bolsonaro e seus asseclas nos Estados e prefeituras. O acesso a cultura e a memória são partes fundamentais do desenvolvimento de um povo no sentido assunção e do gozo da plena igualdade e liberdade. O único meio de proteger o patrimônio cultural e a memória é acabar com o governo dos inimigos do povo e da cultura, que representa o atual governo e todas as instituições do regime. Para defender imediatamente a cultura só a um meio: fora Bolsonaro, eleições gerais.