Golpistas se voltam contra Bolsonaro e aumentam multa

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O setor principal do golpe, ligado fortemente ao imperialismo, que controla os setores importantes do judiciário, entraram em uma nova ação contra o deputado fascista, Jair Bolsonaro. O Ministério Público Federal (MPF) pediu à Justiça para que se aumentasse para R$300 mil a multa de Bolsonaro por declarações ofensivas contra os quilombolas e negros em sua palestra no Clube Hebraica, que ocorreu ano passado.

O discurso de Bolsonaro, que foi altamente racista, foi pretexto para o judiciário golpista iniciar um processo de censura. Estão usando um velho truque, atacam a extrema-direita, cheia de inconvenientes e odiada pela população, para legitimar um processo amplo de repressão. Ao contrário dos lesados da esquerda pequeno-burguesa, que comemoram a ação como se o judiciário capitalista fosse a favor da luta dos negros contra o racismo, aqueles que lutam contra o golpe tem a consciência de que o judiciário está do lado da burguesia, mesmo que isso implique abrir mão e até mesmo atacar outros setores menos favoráveis do momento, como Bolsonaro, Levy Fidelix, Aécio Neves, Cunha etc.

No caso de Bolsonaro, trata-se da mesma e antiga polêmica sobre o direito à liberdade de expressão. Bolsonaro deveria ter o direito de dizer o que ele quiser; o livro Mein Kampf de Hitler deveria ter o direito de ser publicado no Brasil; e o funkeiro deveria ter o direito de falar o que ele quiser em sua música. Do contrário, é uma censura de um órgão repressivo do estado capitalista, que apesar de estar atacando (nos dois primeiros casos) um setor da extrema-direita, servirá de pretexto para legitimar esse tipo de política, onde os mais afetados serão os setores ligados aos movimentos populares e à classe operária.

Muita gente cai na demagogia repressiva da direita. Sendo que a verdade está sendo mostrada pelos últimos acontecimentos. Os ataques da direita contra os trabalhadores não são combatidos, muito pelo contrário, são convenientes para os órgãos de repressão, que muitas vezes estão ligados diretamente ao fascismo. No caso dos atentados e assassinatos contra lideranças populares, como Lula, sindicatos e sedes de partidos de esquerda, sem falar dos diversos homicídios cometidos pela polícia contra a população pobre, isso fica óbvio.

No final de contras, a ofensiva contra Bolsonaro é um ataque à liberdade de expressão. Qualquer um deve ter o direito de falar o que quiser sem precisar pagar um multa, ser preso, ter de tirar sua música do ar ou não ter o direito legal de ser publicado. Do contrário, é censura. E o aumento da força repressiva do estado não ajuda a luta dos setores oprimidos e explorados da sociedade, muito pelo contrário dificulta… e muito.

Isso sem mencionar que Bolsonaro é o candidato espantalho da burguesia; irão mantê-lo na corrida presidencial para usá-lo como maneira de eleger seu oponente. Será utilizado para eleger pessoas impopulares como Alckimin, Ciro Gomes e outros oportunistas do tipo, usando o “candidato monstro” como maneira de fazer terrorismo psicológico e a população votar nos outros, assim como fizeram com o Maluf para eleger Tancredo-Sarney, no final da ditadura. Isso, claro, sem descartar que Bolsonaro é um elemento chave caso o movimento operário começar a crescer, e a direita precisar dos cachorros loucos do fascismo para contê-lo.