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Golpistas querem acabar com Previ e fundos de pensão estatais
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Golpistas querem acabar com Previ e fundos de pensão estatais
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O pacote de ataques, do governo do presidente ilegítimo Jair Bolsonaro, para os trabalhadores está apenas no começo. Esta semana o seu ministro da economia Paulo Guedes anunciou que está preparando uma Medida Provisória (MP) para o setor de fundos de pensão do país, com o objetivo de criar uma superagência para regular as atividades do setor, tanto de fundos privados quanto estatais.

A nova agência seria formada pela junção das superintendências de Previdência Complementar (Previc) e de Seguros Privados (Susep), com o falso argumento de “regular todo o setor” e teria o nome de Autoridade de Seguros e Previdência Complementar (ASPC). A medida tem como finalidade, na verdade, colocar nas mãos dos banqueiros e dos especuladores do mercado financeiro os gigantescos recursos dos fundos de pensão das empresas estatais do país e administrar os recursos capitalizados que hoje estão na Previdência social, que será o próximo passo após à aprovação da reforma da previdência no congresso nacional.

Os fundos de pensão das empresas estatais brasileiras constituem um montante em torno de 900 bilhões de reais em patrimônio e sempre foram alvo da cobiça dos especuladores financeiros, que não satisfeitos em ter todo esse ativo engordando seus lucros, querem participar do controle cada vez mais direto da gestão destes fundos e excluindo a influência dos representantes dos funcionários da tomada de decisão da gestão dos fundos.

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Guedes já informou que a intenção é que a nova agência seja presidida pela atual presidente da Susep, Solange Paiva Vieira, a responsável por criar, anos atrás, o famigerado “Fator previdenciário” mecanismo que é um verdadeiro flagelo para o trabalhador que faz as contas na hora de buscar a sua aposentadoria.

Vale lembrar ainda, que o próprio Paulo Guedes é um dos maiores agentes especuladores do mercado financeiro nacional e está sendo alvo de uma investigação do TCU (Tribunal de Contas da União) por gestão fraudulenta. temerária e recebimento de vantagens indevidas, em fundos de pensão de empresas estatais. Segundo denúncia do Ministério Público Federal (MPF) empresas de Guedes, como a BR Educacional Gestora de Recursos S/A e FIP Brasil de Governança Participativa, teriam gerado perdas milionárias na administração de mais de 1 bilhão de reais e cobrado taxas abusivas para administração dos fundos, mesmo ante as perdas ocorridas.

Os trabalhadores não podem ficar assistindo a destruição do seu patrimônio, dos seus empregos e direitos. É necessário aumentar a organização dos trabalhadores e a unidade das categorias e reagir nas ruas contra o governo Bolsonaro. Neste momento, as lutas parciais (contra a terceirização, contra a previdência, contra os ataques aos sindicatos, cortes de salários, demissões etc) não são suficientes para contrapor todos estes ataques, a única forma é unificar os movimentos de luta e defesa dos trabalhadores contra todo o governo Bolsonaro e sua política de destruição nacional.

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Os trabalhadores devem tomar as ruas e pedir o Fora Bolsonaro! Eleições Gerais Já! E Liberdade para Lula!

 



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