Economia
A Neornergia comprou a CEB Distribuidora em um leilão na sexta-feira (4). Os presidentes da CEB, BNDES e o governador Ibaneis Rocha (MDB) comemoraram a privatização.
Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no email
Compartilhar no reddit
CEB
CEB Distribuidora foi entregue à iniciativa privada. | Reprodução.

Na sexta-feira (4), a Companhia Energética de Brasília (CEB) Distribuidora foi privatizada. A empresa Neoenergia venceu o leilão com a proposta de pagamento de R$ 2,515 bilhões. O ágio foi de 76, 63% em relação ao preço mínimo, fixado em R$ 1,424 bilhão, conforme avaliações financeiras contratadas pelo Banco Nacional de Desenvolvimento econômico e Social (BNDES).

O processo de privatização começou no mês de janeiro e se consumou no prazo de onze meses. O presidente da CEB, Edison Garcia, afirmou que o tempo foi recorde. O presidente do BNDES, Gustavo Montezano, esteve presente no leilão é assinalou a importância da privatização, tida como “histórica”.

A avaliação das empresas é que a CEB é um ativo estratégico, isto é, tem um grande potencial de lucratividade e é considerado um excelente investimento. Três empresas participaram do leilão: além da Neoenergia, fizem lances a CPFL Comercialização de Energia Cone Sul e a Equatorial Participações e Investimentos.

A CPFL ofertou R$ 1,95 bilhão pela CEB, enquanto aa Equatorial propôs R$ 1,48 bilhão. A Neoenergia fez um lance muito maior e adquiriu a empresa de energia. A CPF e a Neonergia disputaram disputaram a distribuidora. Empresáros espanhois controlam a Neoenergia.

A vencedora é responsável por quatro distribuidoras de energia nos Estados da Bahia, Pernambuco, São Paulo e Rio Grande do Norte, com um público total de 34 milhões de pessoas.

Uma consultoria especializada na área de energia destacou que tanto a férrea competição pela CEB quanto o ágio foram surpreendentes. Além disso, foi destacado que o valor pago não foi caro, devido à qualidade do ativo.

A venda da CEB Distribuidora significa a entrega de mais uma empresa pública, uma parte do patrimônio nacional, para o capital internacional. Desde o golpe de Estado de 2016, as riquezas nacionais têm sido entregues sistematicamente. As empresas somente disputaram a CEB pelo fato de saberem que esta é valiosa e representa uma possibilidade real de lucros astronômicos.

O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), afirmou que a “distribuição de energia estará melhor a cargo da iniciativa privada”. No fim do leilão, Ibaneis estava na Bolsa de Valores. O governador emedebista ainda salientou que o governo do DF vai intensificar as privatizações e parcerias público-privadas no pŕoximo ano.

Os próximos alvos de Ibaneis são o Metrô do Distrito Federal e a abertura de capital da Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal. Um dos argumentos utilizados para justificar a privatização é o de que a CEB não cumpria as metas fixadas pelas agências reguladoras e apresentava problemas técnicos no fornecimento de serviços.

 

Compartilhar no facebook
Compartilhe no seu Facebook!
Compartilhar no twitter
Tuite este artigo!
Compartilhar no whatsapp
WhatsApp
Compartilhar no telegram
Telegram
Compartilhar no email
Email
Compartilhar no reddit
Reddit
Compartilhar no facebook
Compartilhe
Compartilhar no twitter
Tuite este artigo!
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no email
Compartilhar no reddit
Relacionadas