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A imprensa golpista passou boa parte dos últimos meses pressionando o Partido dos Trabalhadores, a abandonar a luta “até o fim” pela candidatura do ex-presidente Lula, a estimular a que escondessem a imagem dele que é a maior liderança popular do País, e a indicar o caminho da busca “unidade” com setores golpistas que, depois de não conseguirem qualquer apoio popular real que lhes garantisse chegar ao segundo turno, apoiaram – de fato – a candidatura golpista de Jair Bolsonaro à presidência.

Em toda essa intensa luta política, o “PIG” (Partido da Imprensa Golpista) buscaram estimular a divisão no interior do PT e apoiar a sua ala mais direitista, aqueles setores que defenderam o chamado “plano b”(a adoção de outra candidatura que não a de Lula, mais aceitável para a burguesia golpista) e o abandono de qualquer luta contra o golpe.

Agora, o PIG, não perdeu tempo. Não esperou “esfriar” a situação após as eleições. Está de novo em ação procurando atuar claramente em favor da divisão do PT e do favorecimento do setor mais próximo dos golpistas que, segundo a própria imprensa capitalista quer “reconhecer os erros” e fazer uma oposição moderada, “democrática”, “responsável”, ao novo governo golpista; chegando inclusive a desejar que este tenha “sucesso”.

A necessidade de buscar “disciplinar” ainda mais o PT, por parte da imprensa burguesa evidencia a manutenção – e até mesmo a ampliação – da intensa luta política no interior das diferentes alas da burguesia, que se unificou em torno do golpe de estado, mas que disputam o controle do regime golpista e o comando do ataque ao povo brasileiro, na defesa de seus interesses.

O seu Editorial da última segunda (29), o reacionário jornal O Estado de S. Paulo, por exemplo, procura “culpar” o povo (como fazem quase todos os “analistas” burgueses e pequeno burgueses da direita e da esquerda), pela pela vitória de Bolsonaro, afirmando que “os brasileiros escolheram uma antítese raivosa do lulopetismo” e que representaria a “ânsia de repudiar o que o PT e Lula da Silva representam”; logicamente que sem explicar porque Lula (“o repudiado”) liderava com larga margem todas as pesquisas de intenção de voto e só não foi eleito presidente, por conta de sua prisão ilegal e desistência da direção petista de levar adiante sua candidatura e enfrentar a cassação arbitrária.

O Estadão, comemora assim – sem muito ânimo – a derrota do PT, afirmando que “não foi a oposição tradicional, organizada e responsável, e sim um obscuro parlamentar do baixo clero, portador de um discurso raivoso e vazio, que apelou aos sentimentos primários de uma parte significativa da sociedade exausta de tanto lulopetismo”.  Ao mesmo tempo, apresenta o sua “receita” para o PT:, indicando que este deveria “repensar a sua atuação se quiser sobreviver à travessia do deserto” e “passar a atuar tendo como objetivo primordial ajudar o País, e não, como de hábito, atender apenas aos interesses do partido”. A direita quer que o PT siga a política apoiada pela direita do partido de atuar como “oposição responsável” ao governo golpista, eleito no processo mais fraudulento de todos os tempos, sob a égide do regime de exceção do golpe de estado.

Quer, de fato, que o PT além de fazer “autocrítica” (dizer que “fez por merecer” o golpe de estado ou o “afastamento de Dilma” como prefere dizer Haddad e outros dirigentes petistas para quem “golpe é uma palavra forte demais”), tenha uma política de colaboração com o Bolsonaro, ajudando no seu “sucesso” contra o povo brasileiro.

A alternativa que a imprensa golpista quer e pressiona para conseguir é levar o PT à direita, colaborando com Bolsonaro e deslocando todo o regime ainda mais para a direita ao não opor uma resistência. Um desastre diante dos ataques que virão contra os trabalhadores.

Na mesma linha, o articulista desse jornal, Rubens Paiva, em seu artigo “Aprenda, PT”, assinala que esta na “hora da autocrítica e pedido de desculpas” e aproveita para atacar dirigentes do PT, da ala mais próxima de Lula, como a presidenta do partido, Gleise Hoffmann, por sua suposta “arrogância e falta de visão política”, ao mesmo tempo em que dá “parabéns” a Fernando Haddad e preconiza que “sua vida na política será longa”; defendendo ardorosamente sua política de alianças com setores golpistas.

A todo custo, a direita quer conter o PT, quer impor ao partido sua política, para evitar que amplos setores de suas bases não saiam à luta contra Bolsonaro e todo o regime golpista. Quer indicar que os petistas e toda a esquerda devem aceitar o resultado imposto pela fraude e que não lutem mais pela liberdade de Lula e demais presos políticos do regime e que não se oponham às “reformas” impostas pelo governo Temer e que Bolsonaro quer aprofundar.

O ativismo classista do PT e de todas as organizações de luta dos trabalhadores devem mandar às favas os conselhos da direita golpista que ajudou a derrubar Dilma, condenar e prender Lula, José Dirceu e outros, para buscar desarmar os trabalhadores diante da ofensiva golpista.

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