Golpistas dos Correios tentam explicar porque a empresa que estava falida, teve lucro

kassab

O atual presidente golpista dos Correios, Carlos Fortner, que assumiu o lugar do direitista Guilherme Campos, licenciado para concorrer a vaga de deputado federal pela “bancada da bala”, publicou sua explicação sobre o lucro de 667 milhões da ECT (Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos) no exercício de 2017.

Acontece que os golpistas do governo Temer assumiram a direção dos Correios anunciando que os Correios deveriam ser privatizados pelo fato da empresa ser deficitária e que só dava prejuízo.

Usando essa falácia, a direção da ECT foi retirando direitos dos trabalhadores, sucateando a empresa, e entregando aos poucos os serviços dos Correios para os concorrentes.

Então como explicar, agora, o lucro da ECT, apesar de todos os esforços para fazer a empresa sucumbir?

Carlos Fortner, braço direito do golpista Gilberto Kassab, ministro das Comunicações, usou o boletim interno dos Correios, “Primeira Hora” do dia 10 de maio para dizer que em grande medida se deve ao fato do TST (Tribunal Superior do Trabalho) ter decidido acabar com o plano de saúde da categoria, permitindo a direção golpista da ECT cobrar mensalidades dos trabalhadores.

Apesar que, de fato, esse ataque contra a categoria vai transferir o dinheiro do bolso dos trabalhadores para os cofres da ECT, o argumento é mentiroso, já que a decisão do TST foi divulgada no primeiro semestre de 2018, e o lucro contabilizado de 667 milhões refere-se ao exercício do ano de 2017.

A mentira tem perna curta, e nesse caso, só mostra que os golpistas estão sucateando um empresa altamente lucrativa, destruindo o patrimônio nacional para atender aos interesses dos donos do golpe no país, o capital imperialista, principalmente dos Estados Unidos, onde se encontra a maior empresa de encomendas do mundo, a FEDEX.

Somente com a mobilização da classe operária brasileira na luta contra o golpe e pela derrubada dos golpistas é possível impedir que a destruição dos Correios se estabeleça, e os trabalhadores dos Correios continuem pendendo seus direitos até o momento em que todos serão demitidos.