Golpistas dos Correios, após acordo, querem fazer mais ataques aos ecetistas

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A direção golpista dos Correios, que quer entregar a ECT (Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos) para os grandes capitalistas do mercado postal, conseguiu um acordo com os sindicalistas dos Correios ligados ao Bando dos Quatro (sindicalistas do PT, PCdoB, PSTU e Sintect-MG-LPS), que desarmou a categoria contra a política de arrocho salarial e retirada de direitos imposto por estes golpistas.

Esses sindicalistas que controlam a Fentect (federação Nacional dos Trabalhadores dos Correios) e a federação fantasma (Findect) aceitaram assinar esse acordo, orientando os trabalhadores não saírem em greve esse ano, aceitando as migalhas da direção da ECT.

A direção golpista da ECT apresentou para os trabalhadores dos Correios um reajuste salarial miserável de 3,61%, referente à inflação do período conforme o INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) sendo que os trabalhadores dos Correios perderam mais de 15% nos salários com o advento das mensalidades no seu plano de saúde no acordo passado.

Além disso, a proposta de acordo da ECT não incluía a discussão da política anunciada pela ECT de extinguir os OTTs (Operador de Triagem e Transbordo) e o fechamento das agências, que pode abrir a possibilidade dos golpistas demitirem mais de 5 mil trabalhadores atendentes.

Os sindicalistas do Bando dos Quatro, que nos últimos anos impuseram aos trabalhadores dos Correios uma pauta de reivindicação sem exigir da ECT as perdas salariais, estão cada vez mais passivos diante da política de arrocho salarial e ataque aos direitos dos trabalhadores imposto pelos golpistas da direção da ECT.

Percebendo esse capachismo dos sindicalistas do Bando dos Quatro, a direção golpista da ECT no dia da assinatura do acordo (21/8), tentou impor novos ataques no acordo, afim de assegurar mais ataques contra os trabalhadores.

O absurdo foi tão grande, que os sindicalistas suspenderam a reunião e marcou nova data para assinatura do acordo (29/8), desta vez com a presença dos chefes do golpe, Gilberto Kassab, Ministério das Comunicações e “vampirão” Michel Temer.

Os sindicalistas do Bando dos Quatro ficarão contentes em um primeiro momento pelo acordo, pois apesar do trabalhador não estar ganhando nada, a direção dos Correios acertou que iria manter as liberações sindicais dos sindicalistas, no entanto, a gula dos golpistas em acabar com os Correios e demitir seus funcionários até o ano 2020,  não tem pausa.

Sem discutir a privatização dos Correios e a derrubada dos golpistas do governo central, não é possível barrar essa ofensiva contra os trabalhadores dos Correios.