Golpistas do Equador querem entregar Assange para o imperialismo

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Lenin Moreno, atual presidente do Equador, veio a público declarar que Julian Assange, criador da WikiLeaks, deve abandonar a embaixada equatoriana na qual está abrigado desde 2012. Julian foi responsável por disponibilizar no seu site WikiLeaks informações vazadas do governo norte-americano. Por ter exposto informações sobre as mais diversas campanhas do imperialismo – tortura, espionagem, assassinatos -, Julian teve que procurar abrigo asilo político e obteve resposta da embaixada equatoriana na Inglaterra.

Julian também teve problemas com acusações de um suposto abuso sexual que teria cometido na Suécia, porém pela flexibilidade das leis suecas sobre o assunto e falta de fundamentos para a acusação, o caso parece apenas mais uma tentativa de prender o jornalista e extraditá-lo para os Estados Unidos.

O recentemente eleito presidente do Equador, Lenin Moreno, declarou que Assange deve sair da embaixada equatoriana e que nunca esteve de acordo com “atividade que realiza o senhor Assange”.

Moreno mostra que é mais um representante do imperialismo na América Latina, entregando para os americanos um jornalista que levou a público os crimes de guerra realizados pela potência imperialista. Se Assange for entregue, certamente será assassinado como todo jornalista que expõe publicamente as atrocidades e a hipocrisia dos EUA.