Golpistas do banco espanhol Santander aprofundam ataques às organizações dos trabalhadores

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Diretoria do Banco Santander manda confiscar material do Sindicato dos Bancários de São Paulo, que era distribuído no centro administrativo, de forma arbitrária.

No centro administrativo do Banco Santander, localizado em Santo Amaro, zona sul de São Paulo, os chefetes de plantão, a serviço dos banqueiros golpista daquela instituição, numa demonstração de total arbitrariedade, mandou recolher todos os boletins do sindicato que estavam sendo distribuídos no prédio.

O material, que estava sendo distribuído, Folha Bancária, editado pelo Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região, entidade esta filiada à maior Central Sindical da América Latina, Central Única dos Trabalhadores (CUT), tem como matéria principal informar a categoria bancária sobre o processo eleitoral em curso no País, e chama os trabalhadores a não votarem nos candidatos golpistas, que aprovaram todas as medidas de ataques aos trabalhadores do, também, governo golpista de Michel Temer, que tentam agora se reeleger.

A atitude dos banqueiros é mais um sinal claro que, com o golpe de Estado, o regime caminha cada vez mais para uma ditadura, com o aprofundamento dos ataques à classe trabalhadora e suas organizações. A medida tomada pelos banqueiros internacionais, aqui representada pelo banco espanhol, Santander, demonstra o caráter ditatorial da direita comparáveis à época do regime militar do golpe de 64 no Brasil, ou mesmo no período dos governos neoliberais dos anos 90 com Collor de Mello e do famigerado governo de Fernando Henrique Cardoso (PSDB) quando liquidou coma a histórica greve dos petroleiros em 1995, ocupando refinarias com tanques e metralhadoras, à mando do governo do PSDB e DEM (então PFL), sendo os sindicatos, ligados à CUT, submentidos às abusividades do TST (Tribunal Superior do Trabalho) com claro objetivo de liquidar com a entidade dos trabalhadores.

A ofensiva da direita às organizações dos trabalhadores é a demonstração do que está por vir com o aprofundamento do golpe. A direita tenta a todo custo, nessas eleições, dar uma roupagem “democrática” ao processo golpista em curso no País e pavimentar o caminho para liquidar com os direitos e conquistas da classe trabalhadora.

É necessário ter claro que somente uma ampla mobilização dos trabalhadores irá barrar a ofensiva da direita golpista, que pretende aplicar uma política de terra arrasada contra toda a população, para beneficiar meia dúzia de banqueiros e capitalistas nacionais e internacionais.