Cenário de “guerra”
O golpe de 2016 e a sua continuidade através do governo Bolsonaro fizeram as condições de vida dos trabalhadores regredirem para uma situação de crise histórica.
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Cerimonia de posse do  presidente do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), Gustavo Montezano.
Montezano defendeu o alinhamento “total” da nova direção do banco com o governo federal, afirmou que a instituição buscará ajudar nos processos de desestatização, abrirá sua “caixa-preta” (promessa de campanha do presidente) e devolverá recursos ao Tesouro Nacional. Brasilia, 16-07-2019. Foto: Sérgio Lima/PODER 360
Bolsonaro e o ministro da fazenda, Paulo Guedes | Foto: Reprodução

O golpe de 2016 contra a ex-presidenta Dilma Roussef e a sua continuidade, através da fraude eleitoral que colocou Bolsonaro no governo federal, levaram o Brasil para um retrocesso econômico sem precedentes na história contemporânea brasileira. As condições de vida para os trabalhadores, que já eram extremamente precárias da pandemia do Covid-19, se agravou de maneira drástica devido à forma como Bolsonaro conduziu a crise, que já matou mais 122 mil brasileiros.

Os dados apresentados nesta semana pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) mostram que o país vive oficialmente a maior recessão da sua história. Somente no segundo trimestre de 2020, o PIB (Produto Interno Bruto) despencou 9,7%, comparado ao primeiro trimestre de 2020. O recuo chega a 11,4% se comparado ao segundo trimestre de 2019. Segundo o IBGE, essas duas taxas “foram as quedas mais intensas da série, iniciada em 1996”. Pela dimensão da crise, é factível considerar que se trata da maior crise do último século.

Entre os segmentos, a maior queda foi na Indústria (-12,3%), seguida por Serviços (-9,7%). A Agropecuária apresentou variação positiva de 0,4%. Entre as atividades industriais, destacam-se as quedas nas Indústrias de Transformação (-17,5%), na Construção (-5,7%), na atividade de Eletricidade e gás, água, esgoto, atividades de gestão de resíduos (-4,4%) e nas Indústrias Extrativas (-1,1%).

Nos Serviços, os resultados negativos atingiram áreas como Transporte, armazenagem e correio (-19,3%), Comércio (-13,0%), Administração, defesa, saúde e educação públicas e seguridade social (-7,6%), Informação e comunicação (-3,0%). Por outro lado, houve resultado positivo nas Atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados (0,8%) e nas Atividades imobiliárias (0,5%).

Além disso, os índices do desemprego apontam para mais de 20 milhões de desempregados, além de 34 milhões de trabalhadores em subempregos. Índices que podem ser ainda maiores. Para piorar a situação, o governo Bolsonaro reduziu o salário mínimo de R$1079,00 para R$1067,00 (como se já fosse o suficiente para uma família sobreviver) e deve reduzir pela metade o valor do auxílio emergencial, de R$600,00 para R$300,00, o que deve atingir gravemente dezenas de milhões de brasileiros que dependem dessa renda para sobreviver.

O arroz, que não tinha aumento há 16 anos, mais que dobrou de preço, com as marcas populares saltando de R$ 9,00 para R$ 19,00 e as marcas “premiuns” dobrando de R$ 12,00 para R$ 25,00. O gás de cozinha que era R$ 45,00 no início do governo, oscila entre R$ 75,00 a R$ 85,00 nas distribuidoras. A carne bovina perdeu espaço no cardápio da classe trabalhadora, sendo substituído pelo ovo, e a dolarização dos combustíveis, com o desmonte da Petrobras, impacta ainda mais na renda, com o litro da gasolina beirando os R$ 5,00.

Longe de representar o único fator de crise, a pandemia do novo coronavírus são mais da que a causa, a consequência da política de destruição do sistema único de saúde e destruição das políticas públicas sociais que permitiriam atravessar essa pandemia sem tamanha crise sanitária, social e econômica. O país retrocede a “passos largos” e o peso maior dessa crise recai sobre os trabalhadores que amargam um cenário de “guerra”, enquanto o governo Bolsonaro e os governos estaduais e municipais só planejam mais ataques contra aqueles que mais sofrem.

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