Ditadura
Flores é mais uma das dezenas de ativistas políticos e membros do MAS que é enviada para a prisão pelo governo golpista e semifascista boliviano em menos de quatro meses de golpe
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Elena Flores, à direita, líder negra dos cocaleiros. Foto: Freddy Barragán / Página Siete |

Da redação – O Ministério Público do governo golpista da Bolívia emitiu ordem de prisão, efetuada nesta quarta-feira (04), contra a líder cocaleira e negra Elena Flores. A acusação é a de que ela teria invadido e destruído o centro de saúde da Associação Departamental de Produtores de Coca dos Yungas de La Paz (Adepcoca), entidade da ela Flores é presidenta, em 2019.

O episódio ocorreu no mês de julho, quando a Bolívia ainda vivia em Estado democrático, governado pelo presidente Evo Morales. Na ocasião, Flores havia acabado de assumir a presidência da Adepcoca, após o presidente anterior – opositor do governo – ter sido preso. Logo quando tomou posse, ela e sua base sindical ocuparam o centro de saúde da associação para fazê-lo funcionar, uma vez que ela ainda estava em posse dos aliados da gestão anterior.

Agora, com o governo ditatorial e semifascista que surgiu com o golpe que derrubou Morales após a direita fraudar as eleições, os golpistas prendem uma sindicalista do Movimento ao Socialismo (MAS) para, ao que tudo indica, entregar a entidade cocaleira aos seus subordinados.

O advogado de Flores denunciou que essa detenção é baseada em uma investigação com provas manipuladas, com fotos dos acontecimentos golpistas de novembro (quando a direita depôs Morales) afirmando que teriam ocorrido em julho.

Elena Flores é mais uma das dezenas de ativistas políticos e membros do MAS que é enviada para a prisão pelo governo golpista e semifascista boliviano em menos de quatro meses de golpe de Estado. É a primeira líder negra a sofrer esse processo – na Bolívia, praticamente não há negros. Os trabalhadores cocaleiros estão convocando uma manifestação de rua para o dia da audiência de medidas cautelares.

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