Privatização e demissão
Desde o golpe de Estado, cerca de 20 mil trabalhadores da cadeia de óleo (Petrobras e contratadas) perderam os seus empregos com a política de privatização da Petrobras
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Manifestação contra a privatização da Petrobras | Júlio Carignano

A direção da Petrobras vem anunciando a venda e hibernação de diversas refinarias. No final do mês de junho já havia anunciado o processo  da venda de campos terrestre na Bacia do Solimões, no Amazonas. São ativos que envolvem os campos de Arara Azul, Araracanga, Leme do Urucu, Rio Urucu, Sudoeste Urucu, Cupiuba e Carapanúba. Antes disso, o governo golpista, havia ofertado para a venda a refinaria Landulpho Alves, localizada na Bahia, a 2ª maior do país. Além dos vários ativos da Petrobras que já estão doados para as empresas privadas, o governo ilegítimo Bolsonaro, e seus prepostos à frente da direção da Petrobras, tem anunciado a venda de mais oito refinarias, entre elas a refinaria Alberto Pasqualini (REFAP), no Rio Grande do Sul; refinaria Getúlio Vargas (Repar), no Paraná; refinaria Gabriel Passos (Regap), em Minas Gerais e a refinaria Abreu e Lima (RNEST), em Pernambuco. No mês de junho a Petrobras iniciou o processo de venda de um conjunto de concessões do Polo Alagoas, situado nos municípios de Coqueiro Seco, Coruripe, Feliz Deserto, Jequiá da Praia, Marechal Deodoro, Pilar, Rio Largo, Santa Luzia do Norte, São Miguel dos Campos e Satuba. No mês de maio a Petrobras divulgou a venda de quatro usinas termelétricas no Polo de Camaçari. As tais vendas se somam a entrega da BR Distribuidora e da TAG, etc.

A privatização da Petrobras está caminhando a passos largos e ao lado dela está a política de demissão em massa dos petroleiros. A hibernação de plataformas é um retrato da ofensiva reacionários contra os trabalhadores com o objetivo de reduzir o quadro funcional da empresa. Recentemente a Petrobras anunciou mais um famigerado Plano de Demissão “Voluntária” que afetará cerca de 4 mil trabalhadores, com o fechamento da Fafen – PR houve a demissão em torno de mil petroleiros. Dados coletados pela Federação Única dos Petroleiros (Fup) dão conta da gravidade da política da direita golpista. Desde o golpe de Estado cerca de 20 mil trabalhadores da cadeia de óleo (Petrobras e contratadas) perderam os seus empregos, o que revela que a categoria de petroleiros está a beira da extinção.

Para impedir os ataques violentos contra os trabalhadores e a entrega da estatal ao capital estrangeiro, ao imperialismo, a única forma é intensificação das mobilizações e organizar uma greve geral da Petrobras. A vitória dos trabalhadores somente poderá estar assegurada se houver uma radicalização da luta, através da ocupação da empresa, como medida de força para impedir a privatização e barrar a entrega do patrimônio do povo brasileiro pelo governo golpista, capacho dos banqueiros e capitalistas estrangeiros.

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