Golpistas aumentam a ofensiva contra estudantes: mobilizar contra o fim do auxílio acadêmico na UFTM

A Pró-Reitoria de Assuntos Comunitários e Acadêmicos (PROACE), anunciou na última terça-feira (11) a extinção do auxílio acadêmico da Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM). A justificativa para o corte, é a restrição orçamentária imposta pela nova lei de 2019. Com a mesma, supostamente seria inviável manter o auxílio acadêmico em detrimento dos demais que são essenciais para a permanência estudantil.

A PROACE já havia anteriormente sofrido com o corte de gastos, uma vez que os auxílios eram concedidos para estudantes com renda referente a um salário mínimo e meio, agora esta renda passou a ser apenas de R$ 754,00, quer dizer, diversos alunos passaram a não receber mais tais auxílios, uma política de verdadeira miséria.

A situação pela qual passa a UFTM, é um claro reflexo do golpe de estado de 2016, o mesmo que vem promovendo um feroz ataque contra a educação no país. Uma das primeiras medidas dos golpistas fora juntamente a aprovação da emenda 95 que congela os investimentos em saúde e educação por 20 anos. O ataque promovido contra os estudantes é cada vez mais brutal, caminhando para um sucateamento ainda maior das universidades do país.

A Lei, cujo se baseia a PROACE, e que está amparada pelo Plano de Ensino Nacional de Assistência  Estudantil (PNAES), prevê aumento de R$ 500.000,00 para auxílios, contudo a pró-reitoria afirmou que não será suficiente devido a demanda de alunos que irão ingressar no próximo semestre letivo e que propriamente também irão precisar do auxílio.

A política que está imposta coloca os estudantes diretamente em um cenário de massacre. Cada vez mais medidas como essa serão tomadas até que a situação universitária se torne insustentável e os golpistas apresentem a privatização como solução.

Nesse sentido, é preciso que os estudantes se mobilizem e lutem contra a extinção do auxílio acadêmico na UFTM. Impedir que a ação dos golpistas acabe com a Universidade e os recursos que os mantém ali. É preciso lutar contra o golpe, formar comitês de luta e mobilizar todo o corpo estudantil.