Patrimonio Nacional
Demissões fragilizam e abrem caminho para a liquidação da maior empresa brasileira.
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Plataforma_P-52
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante cerimônia de batismo da Plataforma P-52. | Foto: Ricardo Stuckert

O presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, disse em um evento online na última quinta ferira (17/09) que 11 mil empregados deixarão a estatal até 2021. Isso representa a redução de um quarto da mão de obra efetiva da empresa. A Petrobras vem sendo duramente atingida desde o golpe de 2016, quando se intensificou o assédio do imperialismo às reservas de petróleo brasileiras, sobretudo o pré-sal.

Em 2013 Edward Snowden vazou documentos sigilosos da Agência de Segurança Nacional dos EUA (NSA) que comprovaram a espionagem da rede de computadores da Petrobras quando esta era a quarta maior empresa de petróleo do mundo. Nos anos que se seguiram ao golpe de Estado no Brasil, a Petrobras perdeu a exclusividade na exploração de petróleo na camada do pré-sal e foi duramente atingida pela operação lava-jato, que numa cooperação ilegal com o departamento de justiça americana agiu contra os interesses da empresa brasileira.

Um efeito secundário da operação lava-jato para a estatal brasileira foi a crise deflagrada na indústria petrolífera e cadeias correlatas, como construção civil, indústria metalmecânica, indústria naval, a engenharia pesada, além do programa nuclear brasileiro. Nesse sentido, o abandono da política de conteúdo nacional, que priorizava a contratação de empresas nacionais, foi a pá de cal no curto período de desenvolvimento da indústria nacional e no crescimento exponencial por que passou a Petrobras com o advento do pré-sal.

A fraude eleitoral de 2018 que tirou do páreo o virtual vencedor, o ex-presidente Lula e abriu caminho para a eleição de Bolsonaro, pavimentou o caminho para a destruição da Petrobras ou sua entrega ao capital internacional. O atual governo age abertamente em favor dos interesses dos Estados Unidos e intensifica ações para a privatização do petróleo brasileiro e sua maior estatal. O fomento a demissão voluntária enfraquecerá ainda mais a empresa, abrindo caminho para sua liquidação definitiva.

A petrolífera brasileira é uma das maiores do mundo e domina tecnologia de ponta, sendo a recordista em exploração em águas profundas. Poucas empresas no ramo atuam com a segurança e proteção ao meio ambiente que a nossa, além disso a política de fomento à pesquisa, ao meio ambiente, às artes e a cultura praticado pela Petrobras são exemplos de uma empresa socialmente responsável.

A defesa de nossas riquezas deve ser responsabilidade de todos, mas neste momento, os empregados da Petrobras devem assumir a liderança da luta pela preservação da maior empresa brasileira e suas reservas de petróleo. Esta luta não pode ser travada nem no parlamento tampouco nos tribunais, ambos sob controle da burguesia nacional aliada do imperialismo, mas diretamente nas instalações da empresa. É preciso paralisar a produção, ocupar as refinarias e chamar o povo às ruas na defesa de nossa soberania.

 

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