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Fundação Banco do Brasil

Golpista do TCU atuam para privatizar o Banco do Brasil

Tribunal de Contas da União determina a substituição de funcionários cedidos pelo BB por "profissionais de marcado"como parte da política de privatização

Tempo de Leitura: 2 Minutos

Fundação Banco do Brasil – Foto Reprodução

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O Tribunal de Contas da União determinou procedimentos para o Banco do Brasil, em relação à Fundação Banco do Brasil, com o objetivo de dar mais um passo, na política do governo golpista Bolsonaro, em privatizar o Banco do Brasil.

Uma das determinações, do tribunal, trata da substituição dos funcionários de carreira, cedidos pelo banco, para atuar na fundação por trabalhadores terceirizados.

É claro que tal determinação deve chamar a atenção, já que, depois de 35 anos da existência da fundação, que sempre teve no seu corpo funcional trabalhadores cedidos pelo banco, para atuar na área social, que é o fundamento da própria fundação, venha ser modificado justamente no período em que o país sofreu um golpe de Estado, financiado e organizado pelos grandes banqueiros, capitalistas e os países imperialistas, principalmente o norte-americano, que tem como um dos seus fundamentos entregar o patrimônio do povo brasileiro para meia dúzia de capitalistas, a preços de banana, da mesma forma que vem acontecendo nas demais empresas estatais, tais como a Caixa Econômica Federal, Correios, Petrobrás, Eletrobras, etc.

A FBB, que tem como característica de funcionamento do Banco do Brasil, de estar voltado para satisfazer o interesse público, desenvolve projetos, espalhados em todo território brasileiro em apoio no investimento social que, nos últimos 10 anos beneficiou 3,6 milhões de pessoas através de projetos voltados ao desenvolvimento sustentável, à inclusão socioprodutiva e à reaplicação de tecnologia social. Realizam investimentos não reembolsáveis em parceria com instituições sem fins lucrativos, por meio de convênios ou contratos, e conta com a parceria as milhares de agências, do Banco do Brasil, espalhadas por todo o país.

Para a representante dos funcionários no Conselho de Administração do BB, Débora Fonseca, preocupada com as possíveis repercussões da decisão do TCU diz: “Sabemos que a FBB tem participação fundamental em uma série de ações que geram impacto positivo para a sociedade. E, dentro do conglomerado do Banco do Brasil, é um dos maiores canais de execução da estratégia ambiental, social e de governança”. (site bancariosdf.com.br)

A decisão do TCU revela, mais uma vez, que as instituições do Estado, Tribunais, Congresso Nacional, Procuradoria, Forças Armadas, são pilares fundamentais do golpe de Estado de 2016 e da fraude eleitoral de 2018, e é mais um passo da política neoliberal da direita golpista de privatizações. A substituição do corpo funcional da FBB por trabalhadores terceirizados se dá na esteira do processo de reestruturação em andamento no Banco do Brasil, que já demitiu milhares de trabalhadores, fechou centenas de agências, descomissionamento em massa, transferências compulsórias de funcionários, etc.

A substituição dos funcionários cedidos pelo BB por “profissionais de mercado” nada mais é do que, não só transformar a fundação em um aparelho para beneficiar os capitalistas acionistas voltados para a obtenção exclusiva do lucro, como pavimentar o caminho da privatização do BB.

Os bancos públicos e as empresas estatais são alvos dos golpistas, que tem como objetivo principal expropriar todos os trabalhadores e a população, para salvar meia dúzia de capitalistas da gigantesca crise capitalista, que se aprofundou com a pandemia do coronavírus.

Neste sentido, a ofensiva reacionária da direita contra os trabalhadores em geral, das empresas estatais e, em especial os funcionários da Fundação Banco do Brasil, precisa ser respondida a altura através das mobilizações e da organização dos milhares de trabalhadores, em defesa das empresas estatais. As entidades de luta dos trabalhadores devem organizar, imediatamente, plenárias dos trabalhadores em todos os estados e chamar um congresso da categoria, com o objetivo de derrotar a ofensiva reacionária contra os trabalhadores através dos métodos tradicionais de luta da classe operária: greves, ocupações de empresas, etc.

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