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Golpe promove mais um assassinato de liderança sem-terra

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Na última terça feira (09/01) mais uma liderança na luta por reforma agrária foi assassinada em ação dos latifundiários da região do Pará. Valdemir Resplandes foi baleado por capangas pelas costas e depois executado com um tiro na cabeça quando estava no chão. O crime aconteceu na mesma cidade em quem foi morta a missionária norte-americana Dorothy Stang em 2005.

Valdemir já vinha denunciando as perseguições e ameaças que sofria por parte dos latifundiários e seus capangas e inclusive tentou registrar boletim de ocorrência, mas a polícia militar do estado, que age como segurança privada dos latifundiários e grileiros de terra, nunca o atendeu.

Anapú é um dos municípios da Amazônia com altos índices de conflitos agrários, onde boa parte das terras pertencem à União, e  está dominada pelos latifundiários e seus pistoleiros. 13 anos depois do assassinato da missionária Dorothy Stang, o município todos os anos tem dezenas de trabalhadores sem terra assassinados com a conivência do estado.

O assassinato de mais essa lideranças sem terra deixa claro a perseguição a todos que lutam  pela regularização fundiária no estado. O ano de 2017 foi um dos anos mais violentos da história em decorrência dos conflitos no campo e com uma grande tendência de aumento para o próximo período com o aprofundamento do golpe de Estado.

Há uma enorme ofensiva formada pelos golpistas do latifúndio, do judiciário e das forças de repressão do estado, que está massacrando as famílias sem-terra por todos os lados e coloca a reivindicação de autodefesa das famílias como primeira necessidade.

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