Golpe: Odebrecht agora é usada contra Maduro

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Em Bogotá, na Colômbia, um grupo de juízes do antigo e golpista Supremo Tribunal de Justiça da Venezuela, que foram destituídos pela Assembleia Nacional Constituinte e que haviam fugido do país, para não serem presos por traição contra o povo e conspiração contra o governo, realizou uma farsa jurídica talvez inédita: processaram simbolicamente o presidente Venezuelano Nicolás Maduro por corrupção  e lavagem de dinheiro como resultado de um suposto envolvimento do líder venezuelano com empreiteira brasileira Odebrecht.

A farsa continuou com o julgamento simbólico. Reuniram-se os juízes e juristas pró-imperialista no Congresso de Bogotá  para incitar um julgamento pedindo ordem de prisão ao presidente Maduro.  “Estamos cumprindo com nossa Constituição e nossa lei”, disse Miguel Ángel Martín, o presidente do suposto tribunal da direita, e continua: “Em Caracas, há um tribunal de fato e aqui, há um tribunal legítimo.” Para estes golpistas legitimidade significa única e exclusivamente a defesa dos interesses do capital internacional e deles próprios.

Logicamente, que as ações deste tribunal fictício não tem nenhuma validade, são apenas atos desesperados da direita golpista, porém mostra bem como o argumento da “corrupção da Odebrecht” tornou-se internacional para sustentar a derrubada de um governo. No Brasil a corrupção, em especial a da Odebrecht, serviu para derrubar um governo realmente  legitimamente eleito, na Venezuela serve para os direitista pró-imperialistas atacarem o governo igualmente legítimo, que expressa os interesses e o nível de consciência do povo.