Golpe no Maranhão: direita declara Flávio Dino “inelegível”

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Uma juizeca da cidade de Coroatá MA, Anelise Nogueira Reginato, acaba de protagonizar mais um capítulo da sanha persecutória do Judiciário contra a esquerda no Brasil.

Dessa feita, o alvo da perseguição é o atual do governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), que teve a sua candidatura à reeleição considerada como inelegível, em primeira instância, sob a acusação de ter se utilizado do Programa “Mais Asfalto”, condicionando o asfaltamento de Coroatá à eleição de seu candidato à prefeito em 2016, Luís Mendes.

O Judiciário, que é tradicionalmente o poder mais reacionário da República, devido ao fato de não existir um mínimo controle popular sobre seus representantes, transformou-se em um verdadeiro “balcão de negócios” na defesa dos golpistas que estão assaltando o país.

Embora a decisão não impeça a candidatura de Flávio Dino, esse é mais um sinal de alerta para os partidos de esquerda e os seus politicos, como o PCdoB e o seu candidato no Maranhão, que usam e abusam do discurso para dizer que o golpe, quando falam de golpe, será derrotado eleitoralmente.

O imperialismo e a burguesia submissa brasileira não deram um golpe para devolver o governo via eleitoral para a esquerda. Muito pelo contrário. Se os golpistas optaram pelas eleições é porque estão se preparando para ganhá-la, vide às eleições municipais de 2016.

Por outro lado, o acontecimento serve, também, para demonstrar como a política de conciliação de classes é nefasta para a própria esquerda. Dino e seu PCdoB são capazes de se aliar ao “diabo” na busca por conquistar um “lugar ao sol” no parlamento ou em um governo estadual. Afora o fato de que isso é um desserviço para os trabalhadores de um ponto de vista da sua luta contra a burguesia, é uma ilusão profunda nas instituições do Estado capitalista.

No marco do golpe de Estado em que está colocado a população brasileira, deve ser uma obrigação dos partidos que ser reivindicam de esquerda lutar contra o golpe. Denunciar as arbitrariedades e as manipulações que estão em curso no país, a começar pela prisão absolutamente criminosa, via operação Lava-Jato, da principal expressão da luta contra o golpe no país, Luís Inácio Lula da Silva.

Não há qualquer possiblidade de que o golpe seja derrotado do ponto de vista eleitoral. Apenas uma mobilização de massas, uma verdadeira “rebelião popular”, que coloque em primeiro plano a liberdade de Lula e assegure o seu direito constitucional e elementar de ser candidato será capaz de abrir uma perspectiva de vitória das massas contra o regime golpista, o imperialismo e seus representantes nacionais.