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Sergio Mattarella attends a meeting in Rome, in this April 22, 2007 file picture. 
 REUTERS/Remo Casilli
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As belezas do parlamentarismo europeu foram novamente reveladas. A “rainha da Inglaterra italiana”, o Presidente da República, Sérgio Matarella, impediu a coalizão majoritária de tomar posse, isso porque ela está ligada à extrema-direita, que ganhou as eleições e nomeou Giuseppe Conte (5 estrelas) como primeiro-ministro, propondo para o ministério da economia o nome de Paolo Savona, um teórico da direita, que é a favor da saída do país da União Europeia, pois este é contra ela.

Sendo assim, o presidente, que é ligado à ala mais forte do imperialismo, nomeou Carlo Cottarelli para formar o governo provisório. Cottarelli é ex-integrante do Fundo Monetário Internacional (FMI), o principal expoente do capital financeiro monopolista e ligado à União Europeia.

Trata-se de um verdadeiro golpe de estado, em que o programa votado pela população, por melhor ou pior que ele seja, não consegue levar adiante seu projeto por conta da ditadura da imperialista União Europeia, controlada pelos alemães. Esse tipo de política e a falta de um partido revolucionário ligado à classe operária na Itália é o que fazem crescer a extrema-direita europeia, que se utiliza de discursos demagógicos para atuar dentro da crise do imperialismo.

O líder da Liga, Matteo Savini, afirmou: “numa democracia, se é que ainda estamos em democracia, a única coisa a fazer é deixar os italianos decidirem” e “se temos um ministro que não é apreciado em Berlim, isso quer dizer que é o ministro certo.”

Já, em um tuíte, Marine Le Pen, candidata nas últimas eleições francesas pela Frente Nacional (FN) do fascismo francês, disse: “A União Europeia e os mercados financeiros voltam a confiscar a democracia. O que acontece na Itália é um golpe de Estado, um roubo do povo italiano por instituições ilegítimas. Diante dessa negação da democracia, a raiva dos povos cresce em toda Europa!”

O crescimento do fascismo tem a ver com a própria crise do imperialismo. Para barrar a ascensão da extrema-direita é necessário um partido ligado às demandas da classe operária, como ficou demonstrado na Inglaterra, onde, após a ascensão de Jeremy Corbyn, do Labour Party, o poder político da extrema-direita (UKIP) foi exponencialmente reduzido.

 

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