Golpe na eleição da Cassi: diretor “eleito”, juntamente coma direção golpista do Banco do Brasil, aprova aumento no plano de saúde dos funcionários

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O diretor “eleito” recentemente num processo fraudulento na CASSI (Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil), Luiz Satoru, em reunião da diretoria executiva da entidade aprovou, conjuntamente com os representantes do banco o aumento em 100% da cobrança dos associados na participação em exames e consultas.

Conforme este Diário já vinha denunciando em relação à eleição na CASSI, que o mesmo se tratava de um processo totalmente fraudulento controlado diretamente pela direção do banco, em que a chapa “eleita” era composta por funcionários aposentados, todos, sem exceção, exerceram altos cargos de chefias, uma chapa integralmente alinhada com a política de ataques da direção golpista do BB, que se diziam “independentes” de partidos, sindicatos, associações, ou seja, deslocada das organizações dos trabalhadores. Tal independência na verdade era a completa subserviência à direção do banco, e que sem dúvida, são ligados a partidos golpistas de direita, tais como PSDB, PMDB, PP, DEM, etc.

O golpe na eleição da Cassi é parte da ofensiva da direita golpista, que hoje ocupa a direção do banco, para transformar o plano de saúde dos funcionários com as mesmas características das empresas do mercado.

O aprofundamento do golpe no plano de saúde foi dado recentemente com a aprovação das novas medidas feita pela diretoria executiva da Cassi. Logicamente a aprovação se deu com o votodo representante “eleito” Luiz Satoru; elevou-se a coparticipação para os funcionários em exames e consultas em 100%. Agora os valores a serem cobrados serão de 40% dos valores de consultas e 20% em exames, anteriormente eram cobrados 20% e 10% respectivamente. Anunciaram o reajuste em 100% na coparticipação enquanto para o banco o percentual é zero. A justificativa do banco da iminente falência da Cassi e a intervenção da ANS (Agência Nacional de Saúde) no plano soa como golpe, o banco patrocina o mais brutal ataque contra os trabalhadores com arrocho salarial, demissões em massa, descomissionamentos, transferências compulsórias, assédio moral, etc., enquanto é coprovedora da maior orgia de transferência de dinheiro público para os bolsos dos banqueiros, latifundiários e grandes empresários.

A política de setores dos trabalhadores que tentam organizar propostas na tentativa de negociações com o banco para encontrar uma solução para o déficit no plano do associado é equivocada. Significa chamar os trabalhadores a pagar pela “falência” de um orçamento que passa dos R$ 3 bilhões, e se essa situação for verdadeira foi causada pela má administração e roubos ocorridos durante a gestão dos interventores, nomeados pela direção do banco à frente da Cassi. Os roubos, favorecimentos a hospitais, desvios de verbas, etc., principais causas da atual situação da Cassi ficam como estão, ou seja, nada de apuração das denúncias feitas ao banco, e muito menos punição aos responsáveis.

O que se trata é que o banco procura abrir caminho para derrubar mais uma conquista histórica da categoria, que foi fruto da luta de gerações passadas.