Golpe na Argentina: polícia revista casas de Cristina Kirchner encenando procurar “provas”

persguição policial

Assim, como no Brasil, no Paraguai, no Egito e em diversos outros países, a Argentina está incluída na lista de países atingidos pela nova onda golpista do imperialismo. Apesar da direita ter assumido através de eleições, é importante ressaltar que isso só foi possível através de todo um aparato golpista organizado, com ajuda da imprensa e do judiciário, que controlou de forma ditatorial as eleições que levaram Mauricio Macri ao poder.

Os recentes acontecimentos que ocorreram no país, que demonstram um ferrenho ataque do imperialismo contra os direitos democráticos e uma usurpação da independência dos três poderes, demonstram explicitamente o caráter golpista do Estado Argentino, que age de forma semelhante aos golpistas brasileiros. O Sérgio Moro Argentino, o juiz Bonadio determinou, de forma arbitrária, que a polícia argentina invadisse as moradias da atual senadora Cristina Kirchner, antiga presidente do país aliada dos governos Lula e Dilma. O judiciário interferindo diretamente na vida privada de uma senadora da república.

Isso demonstra o caráter inquisitório e persecutório dos golpistas argentinos, que assim como nos outros países, vêm perseguindo as lideranças nacionalistas que não estão alinhadas com a política do imperialismo. A operação policial contou até com a atuação de carros anti-bombas, de cães e outros aparelhos de repressão desenvolvidos. Esta forma de atuação é característica de todos os golpistas ao redor do mundo.

No momento, Kirchner está ameaçada de perder sua imunidade de senadora e ir presa. Porém, seu antigo vice-presidente já colocado entre as grades. Da mesma forma, prenderam Lula e Zé Dirceu no Brasil; o antigo presidente nacionalista do Equador, Rafael Correa está com ordem de prisão, e seu representante, o vice no governo do infiltrado golpista Lenin Moreno, está preso; o antigo presidente do Egito, Morsi, está preso; e Maduro e Ortega, por não terem conseguido dar um golpe mais suave na Venezuela e na Nicarágua, respectivamente, estão ameaçados de morte pelo imperialismo. É desta forma que os golpistas atuam.