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Golpe? Defesa de Lula? Nada disso: Jaques Wagner já está com a cabeça nas eleições de 2022
wagner e haddad
Golpe? Defesa de Lula? Nada disso: Jaques Wagner já está com a cabeça nas eleições de 2022
wagner e haddad

A revista Veja, um dos órgãos da imprensa burguesa mais venais do País, publicou recentes declarações atribuídas ao senador do PT pela Bahia, Jaques Vagner, em que este aponta o ex-prefeito de São Paulo e ex-candidato do PT à presidência, Fernando Haddad, que aponta como o candidato “natural” do partido às eleições de 2022.

Wagner, como um legítimo representante da ala direita do PT, esqueceu com muita facilidade que “Haddad era Lula” e que só estava na condição de candidato, porque Lula foi vetado pelo golpe e a direção do PT, particularmente o setor mais próximo a Lula, roeu a corda com relação à manutenção da sua candidatura até as últimas consequências, deixando de lado a denúncia e a palavra de ordem do próprio partido de que “eleições sem Lula é fraude”.

Não é nova a posição de Jaques Vagner de “virar a página” do golpe. Desde o processo de impeachment da presidenta Dilma, que o ex-governador tem uma política absolutamente condescendente com a política da direita em derrubar o governo do seu partido. Em nenhum momento teve uma política de enfrentamento com os golpistas, fato que vai repetir diante da perseguição e da prisão de Lula, principal dirigente do PT e maior lider popular do país.

Diante das eleições fez campanha pelo apoio do PT a candidatura do direitista Ciro Gomes, chegando mesmo a criticar o partido pela “opção” Haddad, pois Ciro seria um candidato mais viável.

Mas o mais emblemático da declaração da Vagner foi o fato de assumir qual é a política da direita do PT, “Haddad não é Lula”, Haddad transformou-se no “novo candidato natural do PT”, no momento em que o ex-presidente está preso e continua como a maior liderança popular do País..

Jaques Vagner é a expressão da luta política no interior do PT. Uma parte do partido, a sua ala direita, já definiu Lula como o passado do PT. Trata-se, agora, de avançar rumo a constituição de uma “oposição” de tipo parlamentar, que englobe inclusive setores golpistas. Golpe? Fraude eleitoral? Defesa de Lula? Que nada. Que venham as eleições de 2020, 2022. “Viva a democracia!”.

Enquanto isso, no mundo real, a expressão maior da luta contra o golpe mofa na cadeia, o fascista Bolsonaro, mesmo com toda a crise do seu governo, está promovendo um ataque sem precedentes às condições de vida das massas e entregando o País para o grande capital associado, aos banqueiros e ao imperialismo.

Como bons “democratas”, os “esquerdistas” do parlamento já viraram a página do golpe. “Que Bolsonaro governe!”.

E viva 2022!! Haddad será Haddad!