Golpe fracassa na economia: dólar alto, PIB quase 0 e inflação crescente são esperados no fim do ano

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O imperalismo e a grande burguesia golpistas conseguiram colocar o Brasil em uma crise econômica de proporções catastróficas.

A profundidade da crise está medida pelo dólar que está prestes a quebrar a barreira dos R$ 4,00, mas não apenas nesse aspecto. A fuga de capitais já ultrapassou a cifra de dezenas de bilhões de dólares e o PIB do país está se aproximando cada vez mais do crescimento nulo ou quase nulo, com os analistas estimando que o teto do crescimento do país em 2018 não ultrapassará 1,5%.

A crise brasileira foi potencializada pelo boicote patrocinado pelos golpistas, a fim de promover o caos econômico no governo Dilma e acentuar a campanha pelo impeachment, principalmente com a operação Lava Jato, que cumpriu papel fundamental no desmonte da Petrobrás e de setores da indústria nacional fornecedora de insumos e infraestrutura àquela empresa, como a indústria naval e da construção civil.

A pretensão dos “donos do golpe” era promover a retomada do crescimento no País com a entrada em larga escala de capital especulativo que aportaria no país com as privatizações e as vendas das riquezas nacionais. O problema é que o tiro saiu pela culatra.

Não apenas o capital especulativo não veio na medida necessária, como agora está em fuga do país em busca de “portos mais seguros”.

Essa situação de conjunto – dolár em alta, fuga de capitais, “pibinho”- é o combustível que está alimentando um outro fatasma para os golpistas, a tendência crescente da perda de controle do governo sobre a inflação.

Esse será o pior dos mundos para aqueles que achavam que a concretização do golpe seria uma goleada contra o povo brasileiro.

Finalmente, como “nada está tão ruim que não possa piorar”, a crise política no País só dá sinais de aprofundamento, inclusive com uma forte tendência à polarização política, o que coloca na ordem do dia a entrada em cena do movimento operário.

Esse fator, aliado à crise mundial que não dá sinais de arrefecimento, muito ao contrário, expressos na guerra comercial dos norte-americanos contra os chineses e a opinião cada vez mais corrente entre os analistas econômicos sobre o estouro da bolha especulativa mundial, colocará literalmente o mundo de ponta cabeça.