Menu da Rede

Antônio Carlos Silva

Antônio Carlos Silva

Sobre o Toninho

Militante do Partido da Causa Operária (PCO) desde as suas origens. Membro do Comitê Central do Partido, secretário Sindical e coordenador da Corrente Nacional Sindical Causa Operária.

Professor do Ensino Público do Estado de São Paulo, atua na oposição da Apeoesp.

Foi candidato a diversos cargos pelo PCO em eleições regionais e nacionais, levando a propaganda revolucionária às grandes massas.

Participa do conselho editorial do Jornal Causa Operária, do qual é colunista.

Apresenta os programas Resumo do Dia e Resumo da Semana, na Causa Operária TV. Também é âncora do programa Comando de Greve.

Fora Bolsonaro

Golpe fez do Brasil um país de famintos

É preciso um programa que unifique os explorados e suas organizações de luta para deter o genocídio e colocar abaixo o regime de fome, desemprego e miséria

Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram

Pesquisa de Orçamentos Familiares divulgada na última semana pelo IBGE apontou que quatro em cada dez famílias brasileiras não tinham, em 2018, acesso regular e permanente a uma quantidade e qualidade suficiente de comida.

Foram feitas entrevistas em quase 58 mil domicílios em todo o País que permitiram chegar à conclusão de que 68,9 milhões de domicílios do país, 36,7% estavam com algum nível de insegurança alimentar. Dito de forma mais clara: em níveis distintos, a fome atingia já naquele momento, 84,9 milhões de pessoas.

Os dados disponibilizados pelo órgão estatal indicavam o brutal crescimento dessa chaga social após o golpe, após anos de queda, desde os anos de 2004 (começo do governo Lula).

Mas o pior da situação é que essa realidade se agravou de forma brutal nos dois últimos anos e, principalmente, nos últimos meses com o avanço da crise econômica, impulsionada pela pandemia, diante da qual não há nenhum plano real do governo ilegítimo de Jair Bolsonaro para minorar o sofrimento do povo.

A miséria total e a fome alcançou parcelas ainda maiores da população, com o desemprego atingindo – pela primeira vez em nossa história – mais da metade da força de trabalho do País, mais de 50 milhões de brasileiros.

Em plena pandemia, com o País abatido com mais de 135 mil mortos (segundo os dados oficiais), os governos da direita (todos eles e não apenas Bolsonaro) que nada fizeram para enfrentar a crise, ainda impuseram – em uma ampla frente no Congresso Nacional – o congelamento e redução dos salários, a permissão e até o estímulo às demissões; a fixação de um auxílio emergencial miserável de R$600 (menor do que em países muito mais pobres), que acabou sendo reduzido para R$300 e está previsto para acabar em dezembro.

Ao desemprego e rebaixamento salarial se soma o aumento do custo de vida, principalmente da população mais pobre, cujos parcos recebimentos se destinam principalmente a despesas básicas como a alimentação. Os produtos da cesta básica tiveram alta de mais de 20% e alguns produtos essenciais para a maioria do povo, como arroz e feijão, chegaram a subir mais de 200%, como resultado da política econômica do governo de beneficiar os exportadores, ou seja, de deixar o povo morrer de fome enquanto um punhado de latifundiários e chefes do agronegócio ganham rios de dinheiro.

Uma pesquisa atualizada facilmente comprovaria que mais da metade do povo brasileiro sofre hoje com “insuficiência alimentar”. A grande conquista do golpe de Estado, dos governos Temer e Bolsonaro e de toda a burguesia golpista – súdita do imperialismo – foi fazer do nosso País, com enorme riquezas e potencialidades, um país de famintos.

Em meio à esta verdadeira catástrofe social que pode estar matando e condenando à morte mais brasileiros do que a própria pandemia (sem contar que os famintos são os mais fragilizados diante do coronavírus) as organizações de luta dos trabalhadores precisam debater e deliberar um programa emergencial de luta das organizações operárias e populares e uma mobilização nacional contra a violenta degradação das já precárias condições de vida de nosso povo.

É preciso quebrar a paralisia que ainda domina boa parte da esquerda, os sindicatos e demais organizações dos explorados e superar a política de colaboração com os patrões e seus governos direitistas, mobilizando nas ruas contra as demissões, o arrocho salarial e a carestia.

Dentre outras, é preciso aprovar como medidas centrais dessa luta:

  • Combater a fome: imediata proibição da exportação de produtos da cesta básicas; expropriação dos estoques especulativos; incentivos aos assentados, pequenos produtores e camponeses pobres para produção de alimentos; redução e congelamento dos preços dos alimentos nos níveis anteriores ao do começo da pandemia;
  • Contra o desemprego e o rebaixamento salarial: Redução da jornada de trabalho, sem redução dos salários; formação de turnos com pessoal reduzido; jornada máxima de 35 horas semanais, trabalhar menos para que todos trabalhem. Proibição das demissões, cancelamento de todas as realizadas durante a pandemia;
  • Expropriação do latifúndio e do agronegócio, sobre o controle dos trabalhadores e de suas organizações;
  • Parar o genocídio: testes gratuitos para toda a população; aumentar o número de instalações e equipamentos; contratação imediata de todo o pessoal da saúde necessário para enfrentar a crise; aumento do número de leitos nos hospitais públicos, distribuição gratuita da máscaras, luvas e álcool e remédios;
  • Volta às aulas somente com o fim da pandemia e com vacinação massiva de toda a comunidade escolar; garantia de alimentação para as crianças e jovens sem merenda escolar, com a distribuição de cestas básicas para todos os alunos da rede pública;
  •  Ampliar a assistência à população: Pagamento do auxílio emergencial no valor de um salário mínimo, enquanto durar a pandemia; extensão do pagamento a todos os inscritos sem emprego e sem renda; proibição de cortes de luz e água e dos despejos, enquanto durar a pandemia.

Estas e outras reivindicações fundamentais não serão estabelecidas por meio de um acordo com os golpistas e genocidas, responsáveis pela situação atual.

É preciso unir a esquerda e todas as organizações de luta dos explorados para realizar um ampla mobilização com os métodos próprios de luta da classe operária, unificando a imensa maioria do povo na luta por Fora Bolsonaro e todos os golpistas, pela anulação da criminosa operação Lava Jato, com a devolução dos direitos políticos do ex-presidente Lula e de todos os perseguidos do regime e na defesa de Lula presidente

 

Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram

A você que chegou até aqui,

agradecemos muito por depositar sua confiança no nosso jornalismo e aproveitamos para fazer um pequeno pedido.

O Diário Causa Operária atravessa um momento decisivo para o seu futuro. Vivemos tempos interessantes. Tempos de crise do capitalismo, de acirramento da luta de classes, de polarização política e social. Tempos de pandemia e de política genocida. Tempos de golpe de Estado e de rebelião popular. Tempos em que o fascismo levanta a cabeça e a esquerda revolucionária se desenvolve a olhos vistos. Não é exagero dizer que estamos na antessala de uma luta aberta entre a revolução e a contrarrevolução. 

A burguesia já pressentiu o perigo. As revoltas populares no Equador, na Bolívia e na Colômbia mostraram para onde o continente caminha. Além da repressão pura e simples, uma das armas fundamentais dos grandes capitalistas na luta contra os operários e o povo é a desinformação, a confusão, a falsificação e manipulação dos fatos, quando não a mentira nua e crua. Neste exato momento mesmo, a burguesia se esforça para confundir o panorama diante do início das mobilizações de rua contra Bolsonaro e todos os golpistas. Seus esforços se dirigem a apagar as linhas que separam a direita da esquerda, os golpistas dos lutadores contra o golpe, substituir o vermelho pelo verde e amarelo nas ruas e infiltrar verdadeiros inimigos do povo dentro do movimento popular. O Diário Causa Operária se coloca na linha de frente do enfrentamento contra a burguesia, sua política e suas manobras. 

Diferentemente de outros portais, mesmo os progressistas, você não verá anúncios pagos aqui. Não temos financiamento ou qualquer patrocínio dos grandes capitalistas. Isso porque entre nós e eles existe uma incompatibilidade absoluta — são os nossos inimigos. 

Estamos comprometidos de maneira intransigente com a defesa dos interesses dos trabalhadores, do povo pobre e oprimido. Somos um jornal classista, aberto e gratuito, e queremos continuar assim. Trabalhamos dia e noite para que o DCO cresça, se desenvolva e seja lido pelas amplas massas da população. A independência em relação à burguesia é condição para o sucesso desta empreitada. Mas o apoio financeiro daqueles que entendem a necessidade de uma imprensa vermelha, revolucionária e operária, também o é.  

Se já houve um momento para contribuir com o DCO, este momento é agora. Qualquer contribuição, grande ou pequena, faz tremenda diferença. Apoie o DCO com valores a partir R$ 20,00. Obrigado.

SitesPrincipais
24h a serviço dos trabalhadores
O jornal da classe operária
Sites Especiais
Blogues
Movimentos
Acabar com a escravidão de fato, não só em palavras
Cultura

Apoie um jornal vermelho, revolucionário e independente

Em tempos em que a burguesia tenta apagar as linhas que separam a direita da esquerda, os golpistas dos lutadores contra o golpe; em tempos em que a burguesia tenta substituir o vermelho pelo verde e amarelo nas ruas e infiltrar verdadeiros inimigos do povo dentro do movimento popular, o Diário Causa Operária se coloca na linha de frente do enfrentamento contra tudo isso. 

Diferentemente de outros portais , mesmo os progressistas, você não verá anúncios de empresas aqui. Não temos financiamento ou qualquer patrocínio dos grandes capitalistas. Isso porque entre nós e eles existe uma incompatibilidade absoluta — são os nossos inimigos. 

Estamos comprometidos incondicionalmente com a defesa dos interesses dos trabalhadores, do povo pobre e oprimido. Somos um jornal classista, aberto e gratuito, e queremos continuar assim. Se já houve um momento para contribuir com o DCO, este momento é agora. ; Qualquer contribuição, grande ou pequena, faz tremenda diferença. Apoie o DCO com doações a partir de R$ 20,00 . Obrigado.

Quero saber mais antes de contribuir

 

Apoie um jornal vermelho, revolucionário e independente

Em tempos em que a burguesia tenta apagar as linhas que separam a direita da esquerda, os golpistas dos lutadores contra o golpe; em tempos em que a burguesia tenta substituir o vermelho pelo verde e amarelo nas ruas e infiltrar verdadeiros inimigos do povo dentro do movimento popular, o Diário Causa Operária se coloca na linha de frente do enfrentamento contra tudo isso. 

Diferentemente de outros portais , mesmo os progressistas, você não verá anúncios de empresas aqui. Não temos financiamento ou qualquer patrocínio dos grandes capitalistas. Isso porque entre nós e eles existe uma incompatibilidade absoluta — são os nossos inimigos. 

Estamos comprometidos incondicionalmente com a defesa dos interesses dos trabalhadores, do povo pobre e oprimido. Somos um jornal classista, aberto e gratuito, e queremos continuar assim. Se já houve um momento para contribuir com o DCO, este momento é agora. ; Qualquer contribuição, grande ou pequena, faz tremenda diferença. Apoie o DCO com doações a partir de R$ 20,00 . Obrigado.

Quero saber mais antes de contribuir

 

Apoie um jornal vermelho, revolucionário e independente

Em tempos em que a burguesia tenta apagar as linhas que separam a direita da esquerda, os golpistas dos lutadores contra o golpe; em tempos em que a burguesia tenta substituir o vermelho pelo verde e amarelo nas ruas e infiltrar verdadeiros inimigos do povo dentro do movimento popular, o Diário Causa Operária se coloca na linha de frente do enfrentamento contra tudo isso. 

Se já houve um momento para contribuir com o DCO, este momento é agora. ; Qualquer contribuição, grande ou pequena, faz tremenda diferença. Apoie o DCO com doações a partir de R$ 20,00 . Obrigado.