Fora Bolsonaro
É preciso um programa que unifique os explorados e suas organizações de luta para deter o genocídio e colocar abaixo o regime de fome, desemprego e miséria
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Milhões de crianças afetadas pela devastação provocada pelo golpe de Estado | Foto: Reprodução

Pesquisa de Orçamentos Familiares divulgada na última semana pelo IBGE apontou que quatro em cada dez famílias brasileiras não tinham, em 2018, acesso regular e permanente a uma quantidade e qualidade suficiente de comida.

Foram feitas entrevistas em quase 58 mil domicílios em todo o País que permitiram chegar à conclusão de que 68,9 milhões de domicílios do país, 36,7% estavam com algum nível de insegurança alimentar. Dito de forma mais clara: em níveis distintos, a fome atingia já naquele momento, 84,9 milhões de pessoas.

Os dados disponibilizados pelo órgão estatal indicavam o brutal crescimento dessa chaga social após o golpe, após anos de queda, desde os anos de 2004 (começo do governo Lula).

Mas o pior da situação é que essa realidade se agravou de forma brutal nos dois últimos anos e, principalmente, nos últimos meses com o avanço da crise econômica, impulsionada pela pandemia, diante da qual não há nenhum plano real do governo ilegítimo de Jair Bolsonaro para minorar o sofrimento do povo.

A miséria total e a fome alcançou parcelas ainda maiores da população, com o desemprego atingindo – pela primeira vez em nossa história – mais da metade da força de trabalho do País, mais de 50 milhões de brasileiros.

Em plena pandemia, com o País abatido com mais de 135 mil mortos (segundo os dados oficiais), os governos da direita (todos eles e não apenas Bolsonaro) que nada fizeram para enfrentar a crise, ainda impuseram – em uma ampla frente no Congresso Nacional – o congelamento e redução dos salários, a permissão e até o estímulo às demissões; a fixação de um auxílio emergencial miserável de R$600 (menor do que em países muito mais pobres), que acabou sendo reduzido para R$300 e está previsto para acabar em dezembro.

Ao desemprego e rebaixamento salarial se soma o aumento do custo de vida, principalmente da população mais pobre, cujos parcos recebimentos se destinam principalmente a despesas básicas como a alimentação. Os produtos da cesta básica tiveram alta de mais de 20% e alguns produtos essenciais para a maioria do povo, como arroz e feijão, chegaram a subir mais de 200%, como resultado da política econômica do governo de beneficiar os exportadores, ou seja, de deixar o povo morrer de fome enquanto um punhado de latifundiários e chefes do agronegócio ganham rios de dinheiro.

Uma pesquisa atualizada facilmente comprovaria que mais da metade do povo brasileiro sofre hoje com “insuficiência alimentar”. A grande conquista do golpe de Estado, dos governos Temer e Bolsonaro e de toda a burguesia golpista – súdita do imperialismo – foi fazer do nosso País, com enorme riquezas e potencialidades, um país de famintos.

Em meio à esta verdadeira catástrofe social que pode estar matando e condenando à morte mais brasileiros do que a própria pandemia (sem contar que os famintos são os mais fragilizados diante do coronavírus) as organizações de luta dos trabalhadores precisam debater e deliberar um programa emergencial de luta das organizações operárias e populares e uma mobilização nacional contra a violenta degradação das já precárias condições de vida de nosso povo.

É preciso quebrar a paralisia que ainda domina boa parte da esquerda, os sindicatos e demais organizações dos explorados e superar a política de colaboração com os patrões e seus governos direitistas, mobilizando nas ruas contra as demissões, o arrocho salarial e a carestia.

Dentre outras, é preciso aprovar como medidas centrais dessa luta:

  • Combater a fome: imediata proibição da exportação de produtos da cesta básicas; expropriação dos estoques especulativos; incentivos aos assentados, pequenos produtores e camponeses pobres para produção de alimentos; redução e congelamento dos preços dos alimentos nos níveis anteriores ao do começo da pandemia;
  • Contra o desemprego e o rebaixamento salarial: Redução da jornada de trabalho, sem redução dos salários; formação de turnos com pessoal reduzido; jornada máxima de 35 horas semanais, trabalhar menos para que todos trabalhem. Proibição das demissões, cancelamento de todas as realizadas durante a pandemia;
  • Expropriação do latifúndio e do agronegócio, sobre o controle dos trabalhadores e de suas organizações;
  • Parar o genocídio: testes gratuitos para toda a população; aumentar o número de instalações e equipamentos; contratação imediata de todo o pessoal da saúde necessário para enfrentar a crise; aumento do número de leitos nos hospitais públicos, distribuição gratuita da máscaras, luvas e álcool e remédios;
  • Volta às aulas somente com o fim da pandemia e com vacinação massiva de toda a comunidade escolar; garantia de alimentação para as crianças e jovens sem merenda escolar, com a distribuição de cestas básicas para todos os alunos da rede pública;
  •  Ampliar a assistência à população: Pagamento do auxílio emergencial no valor de um salário mínimo, enquanto durar a pandemia; extensão do pagamento a todos os inscritos sem emprego e sem renda; proibição de cortes de luz e água e dos despejos, enquanto durar a pandemia.

Estas e outras reivindicações fundamentais não serão estabelecidas por meio de um acordo com os golpistas e genocidas, responsáveis pela situação atual.

É preciso unir a esquerda e todas as organizações de luta dos explorados para realizar um ampla mobilização com os métodos próprios de luta da classe operária, unificando a imensa maioria do povo na luta por Fora Bolsonaro e todos os golpistas, pela anulação da criminosa operação Lava Jato, com a devolução dos direitos políticos do ex-presidente Lula e de todos os perseguidos do regime e na defesa de Lula presidente

 

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