Golpe e ascensão da extrema-direita geram terror nas escolas: é preciso combatê-los nas ruas

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Depois do golpe de 2016, onde derrubaram a presidenta eleita, Dilma Rousseff, os golpistas começaram uma ofensiva em diversos municípios pelo programa fascista “Escola sem Partido”.

Em algumas cidades foram aprovados os projetos de lei da “Escola sem Partido”, mas em outras foi recebida com bastantes protestos e muita luta.

Com a vitória fraudulenta de Jair Bolsonaro, reacendeu o debate sobre a “Escola sem Partido”. Uma deputada eleita também de forma fraudulenta, em Santa Catarina, pediu no mesmo dia do segundo turno das eleições que os alunos filmassem seus professores que falassem contra Bolsonaro.

Com o aprofundamento do golpe, os fascistas vêm em uma ofensiva bastante implacável contra a escola pública e, em especial, contra os professores que fomentam o debate.

A Justiça mandou a deputada Ana Carolina Campagnolo (PSL-SC) tirar as publicações de suas redes sociais onde incitava os alunos a denunciarem os professores, aparentando uma falsa bandeira democrática, sendo esta mesma justiça a que ordenou a invasão de universidades para a repressão e censura a manifestações de estudantes e professores contra a extrema-direita, beneficiando claramente a candidatura de Bolsonaro na prévia do segundo turno.

Esse não é o caminho para a esquerda e o povo obterem a vitória contra a extrema-direita, pois hoje censuram ela, amanhã censuram um post contra a “Escola sem Partido”, e, como dito, reprimem e censuram manifestações antifascistas. A justiça é burguesa e sempre está do lado dos opressores.

Vamos derrotar a extrema-direita e o absurdo da “Escola sem Partido” com a mobilização e a luta real dos trabalhadores nas ruas, os tribunais em nada valem para um país que está sob o julgo de um golpe de estado, cujos próprios tribunais são peça-chave.