Golpe da loteria: Bolsonaro dá bilhete premiado para Moro, garantindo que o indicará para o STF

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O golpe que tomou o país de assalto foi orquestrado pelo imperialismo, principalmente norte-americano, visando além do petróleo brasileiro, a retirada dos direitos dos trabalhadores na tentativa de amenizar a crise pela qual passa o capitalismo. O imperialismo precisava conquistar adeptos de suas maracutaias dentro do país, dispostos a entregar até o último recurso nacional sem remorso algum, mediante, claro, a uma gorda recompensa.

Um impedimento para empreitada golpista era o governo do PT, o que havia assumido, e o que poderia resultar de uma futura eleição. Por isso o impeachment seguido da prisão de Lula, para consumar a entrega do país.

O então juiz federal Sérgio Moro embarcou na onda imperialista, através do movimento contra a corrupção que ganhou força durante o governo Dilma, movimento esse que condenou Lula antes mesmo dos últimos julgamentos acontecerem, que ficaram marcados pelas arbitrariedades e ações esdrúxulas por parte dos juízes e promotores da Operação Lava-Jato.

Moro é mais um exemplo do que realmente significa a luta contra a corrupção. O “Paladino da Justiça” cometeu os maiores absurdos, atropelou direitos democráticos e manobrou a burocracia do poder judiciário o quanto pode para garantir que o ex-presidente Lula fosse preso e permanecesse na cadeia tempo suficiente para impedi-lo de concorrer nas eleições.

Passados alguns dias das eleições, a recompensa de Moro foi anunciada por Bolsonaro, o convite para assumir o Ministério da Justiça veio como pagamento pela eleição que ajudou a fraudar. A manobra foi tão custosa que os presentes não pararam por aí: nesta segunda (13), Bolsonaro anunciou que indicará Sérgio Moro para a primeira vaga que houver no STF, assim como combinado.

A quase um mês, Moro chegou a comparar uma indicação ao supremo com ter o bilhete premiado pela loteria, que não seria algo tão fácil de acontecer, o ex-juiz só estaria tentando fazer um bom trabalho no ministério. Pois agora o anúncio de Bolsonaro deixou claro que Moro tem em mãos o bilhete premiado desde sua indicação para a posição de ministro.

Com uma vaga no STF, os poderes persecutórios de “Mussolini de Maringá” só vão aumentar, somando-se às figuras já instaladas no autoritário Supremo Tribunal. A trama golpista fica exposta mais uma vez e coloca a prisão de Lula como ponto central dos acontecimentos, destacando a necessidade da luta por sua liberdade para barrar os avanços golpistas.