Golpe contra Ortega mata quase 500 nicaraguenses

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O desmantelo que o imperialismo vem provocando em todo o mundo se intensifica cada vez mais. Na Venezuela, os boicotes ao presidente Nicolás Maduro se acumulam quase que diariamente, entravando o desenvolvimento de um povo que detém uma reserva gigantesca de petróleo e luta pela sua soberania. Na Nicarágua, a situação não é diferente.

O presidente Daniel Ortega, que governa o país caribenho desde 2007, vem sendo alvo de manifestações da direita golpista desde o dia 18 de abril. Quatro meses depois, a crise na Nicarágua se intensificou profundamente. Segundo a Associação Nicaraguense dos Direitos Humanos (ANPDH), apresentado ontem, 448 nicaraguenses teriam sido mortos no período de 18 de abril a 25 de julho.

Embora a imprensa burguesa apresente as mortes como “assassinatos políticos”, como resultado da repressão do governo de Ortega, a realidade é que a Nicarágua vive uma verdadeira guerra civil. As mortes são consequência da própria política golpista do imperialismo e vai causar muito mais mortes do que já causou.

O imperialismo não tem interesse em permitir que qualquer país no mundo tenha um governo minimamente preocupado com o seu próprio país. Os monopólios internacionais querem que a crise gigantesca em que se encontra o capitalismo seja completamente descontada nas costas dos trabalhadores dos países atrasados e estão dispostos a qualquer coisa para conseguir isso.

O estado de guerra civil em que se encontra a Nicarágua é apenas o início de toda a devastação que o imperialismo está disposto a causar na América Latina. Por isso, é preciso que os trabalhadores dos países atrasados se levantem contra a direita golpista e lutem, até as últimas consequências, para impor uma derrota definitiva aos golpistas.