Lutar contra o imperialismo
O golpismo da direita e da extrema-direita está em ascenso em todos os países da América Latina. É preciso desenvolver uma política de embate e de mobilização da classe operária
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O ex-presidente do Equador, Rafael Correa, perseguido em seu país pela direita imperialista | Foto: Asamblea Nacional del Ecuador

Para todos que vivem no Brasil, está claro que o regime político assume um caráter ditatorial a cada dia que passa. Apenas no último período, podemos enumerar a lei das fake news, os ataques ao funcionalismo público, a legislação ditatorial das eleições, isso sem falar na política genocida assumida diante da crise do coronavírus, como indícios de que a extrema-direita vem ganhando terreno no cenário nacional.

No entanto, isso está longe de ser uma situação restrita apenas ao nosso país. No mundo inteiro, e mais especificamente nos países latino-americanos, o golpe de estado perpetrado pela direita e pela extrema-direita vem tomando conta da situação. Algumas situações mais recentes são sintomáticas desse fato.

Nos Estados Unidos, o pré-candidato do partido Democrata, Joe Biden, afirmou que Donald Trump é “muito mole” com relação ao governo venezuelano. A afirmação veio após Trump ter dito que estava “reconsiderando reconhecer Guaidó como o presidente legítimo da Venezuela” e que estava “aberto para um encontro com Nicolás Maduro”. Em seu twitter, Biden afirmou que Trump “se faz de durão com a Venezuela, mas no fundo admira ditadores e capangas como Maduro”. 

Isso demonstra que o imperialismo norte-americano não tem a menor intenção de arrefecer sua ofensiva contra o governo venezuelano. Seja por meio de qual governo for. Também demonstra que a confiança que a esquerda deposita no Partido Democrata norte-americano e em seu candidato é totalmente infundada, pois este defende toda a política imperialista, em todos os seus aspectos.

Outra notícia que demonstra o sentido da situação política é que no Equador, o ex-presidente Rafael Correa, condenado a 8 anos de prisão em um processo farsa ao estilo da Lava Jato brasileira, foi impedido de participar das eleições como candidato a vice-presidente em uma chapa com  Andrés Arauz, pela frente de esquerda, chamada Frente União pela Esperança (UNES).

A proibição totalmente arbitrária se deu com a adição de uma cláusula na legislação que diz que a pessoa que quiser se candidatar deve se apresentar pessoalmente para lançar sua candidatura, e não por procuração. A decisão se dá, obviamente, porque o ex-presidente se encontra fora do país, já que não pode pisar no Equador porque está condenado ilegalmente à prisão.

Além disso, na Bolívia, o governo golpista entrou com uma representação no Tribunal de Haia para condenar o ex-presidente da república, Evo Morales, por crimes contra a humanidade por conta das manifestações realizadas em sua defesa quando ele foi derrubado por um golpe de estado da extrema-direita. A alegação é que ao fechar estradas, fazer piquetes e coisas semelhantes, esses movimentos teriam levado à morte cerca de 40 pessoas. Não custa lembrar que o golpe dado pela direita no país matou muito mais do que isso, não por fechamento de ruas nem nada do tipo, mas por assassinatos pura e simplesmente.

Soma-se a isso tudo o fato de que o ex-presidente argentino, Eduardo Duhalde, afirmou no mês passado na Tv Clarín que no ano que vem não irá haver eleições municipais na Argentina e que o país é campeão das ditaduras militares e que é possível que sejam vítimas de um golpe militar em 2021. Ele ainda denuncia que todo o continente sul-americano está tomado pelos militares. Duhalde não é nenhum elemento revolucionário, trotskista, é uma figura da ala direita do partido peronista, o que mostra que a análise não pode nem ser avaliada como uma posição radical de esquerda, mas uma realidade que se impõe nos países da região a cada dia que passa.

Contra essa situação de ascenso dos golpistas, é preciso impor uma política revolucionária, baseada na mobilização das massas e da classe operária. A América Latina está em constante ameaça da parte do imperialismo, principalmente norte-americano. Está claro, através dos relatos acima, que não será por meio de eleições fraudadas e controladas por golpistas que a situação será revertida, mas sim por meio de um levante das populações afetadas, que estão criando uma consciência cada vez maior da necessidade de sair às ruas e lutar contra esse golpismo típico da direita e da extrema-direita controladas pelo imperialismo.

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